PublishNews em carne, osso e uma dúvida
Na última Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em maio passado, não foram muitas as pessoas que pararam no estande da Carrenho Editorial e compraram algum de seus seis títulos, mas muita gente do mercado de livros ficou radiante por, enfim, conhecer em carne e osso o PublishNews. Para quem não é um de seus 2.900 cadastrados, informa-se que o PublishNews é o mais lido clipping do meio editorial brasileiro, reunindo notícias publicadas em jornais e revistas nacionais e internacionais. Sua história de sucesso surpreende tanto quem o lê de segunda a sexta-feira quanto seu próprio inventor, o paulista Carlo Carrenho. "Quando eu resolvi fazer o clipping, sabia que tinha um vazio nessa área, mas não imaginava que a carência fosse tão grande", afirma Carlo, 30 anos, que toca o PublishNews e também a Carrenho Editorial em uma pequena sala na capital paulista, contando com a ajuda de apenas uma pessoa, Rodrigo Diogo. "A estrutura é reduzidíssima, mas mesmo assim está muito difícil manter o clipping", diz ele. Tendo nascido de maneira absolutamente informal, o PublishNews ficou mais robusto a partir de agosto de 2002, quando passou a contar com o suporte tecnológico do SuperPedido. Mas foi em janeiro de 2003 que ele ganhou um patrocínio indireto. A Câmara Brasileira do Livro contratou Carlo para fazer seu clipping, e este trabalho remunerado se tornou a base do PublishNews. Em abril, pouco depois de Oswaldo Siciliano assumir a presidência da CBL, a função de Carlo passou a ser exercida pela assessoria de imprensa da instituição, e ele iniciou sua busca por formas de manter vivo seu próprio clipping. "Estou fazendo contatos com empresas de papel, gráficas etc., mas ainda não há nada concreto", diz Carlo.
24 junho 2003