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Portal Literal

Siciliano derrota Grossi na CBL

O grupo que comandou a Câmara Brasileira do Livro nos últimos dois anos saiu derrotado das eleições desta quarta-feira. O candidato da oposição, Oswaldo Siciliano, venceu José Henrique Grossi por 212 votos a 147, uma diferença expressiva levando-se em conta que a campanha foi extremamente acirrada. Houve quatro votos em branco, um nulo e 106 inscritos não votaram. Raul Wassermann passou o cargo a Oswaldo Siciliano no início da noite de quarta-feira, pouco depois de o resultado ser anunciado. Oswaldo Siciliano, 70 anos, é um economista ligado desde a juventude ao mercado editorial. Afinal, sua família construiu uma das maiores redes de livrarias do país. Exatamente por isso, sua candidatura foi polêmica, já que muitos o viam - e o vêem - como um homem posicionado em apenas uma ponta da cadeia editorial e cuja empresa não abre espaço para a maior parte das editoras, atendendo somente às grandes ou comerciais. Para ganhar a eleição, Siciliano fez promessas às pequenas e médias editoras e a diversos outros setores. A partir desta quinta-feira, ele tem dois anos para cumpri-las.

26 fevereiro 2003

A batalha dos livros

Disputa entre José Henrique Grossi e Oswaldo Siciliano pela presidência da Câmara Brasileira do Livro incendeia o mercado editorial e anuncia tempos de guerra para depois das eleições de quarta-feira. Clique no título desta nota e leia a matéria sobre a eleição da CBL e as entrevistas com José Henrique Grossi e Oswaldo Siciliano publicadas pelo Portal Editorial.

22 fevereiro 2003

O cirurgião chega à medula

Em Pico na veia (Record), Dalton Trevisan afia ainda mais a sua escrita cortante, criando contos cada vez mais concisos e não menos magistrais. Aos que insistem em dizer que os caninos do "vampiro de Curitiba" andam meio gastos, um conselho: tirem o pescoço da reta. Dalton Trevisan é, queiram ou não queiram os chatos, um mito literário, sobrepujado apenas por seu talento. A decisão, sempre polêmica, de não conceder entrevistas só fez aumentar a aura que Dalton abomina (pelo menos, em tese...).

19 fevereiro 2003