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Portal Literal

Livros para viagem

Dispostos numa simpática vitrine, os livros Deixa Alfredo falar, de Fernando Sabino, Contos & novelas, de Tolstói e Tristes trópicos, de Lévi-Strauss disputam a atenção das milhares de pessoas que circulam na tarde de uma sexta-feira pela estação Paraíso, uma das mais movimentadas do metrô de São Paulo. Os passageiros atentos observam que há vários outros títulos - dos mais distintos assuntos e gêneros - estrategicamente organizados nessa e nas outras duas vitrines que compõem a pequena biblioteca instalada na estação desde 2004, a primeira do "Embarque na Leitura", projeto de incentivo à leitura gerenciado pelo Instituto Brasil Leitor , com apoio do Ministério da Cultura.

16 janeiro 2007

Novidades no acervo

O Portal Liberal acaba de incorporar novos manuscritos, textos, fotos, desenhos, e caricaturas ao acervo de seus autores. Rubem Fonseca apresenta mais de 200 artigos e Lygia Fagundes Telles traz contos e crônicas com correções manuscritas, reportagens, a íntegra do discurso de quando ganho o Prêmio Camões, em 2005. Ferreira Gullar apresenta alguns manuscritos inéditos de poemas. Luis Fernando Verissimo traz um apanhado de crônicas suas. E, finalmente, Zuenir Ventura comparece com muitas fotos, documentos, entrevistas e perfis.

15 dezembro 2006

Literatura sem papel

Como vender o que não vende? Sim, estamos falando de literatura brasileira, virtualmente invendável, principal questão do seminário "Literatura sem papel", promovido pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), da UFRJ, em novembro. A crítica on-line, o papel do editor nos tempos de internet e as experiências literárias de sites e blogs completaram a pauta. Renato Cordeiro Gomes, da PUC-RIO, abriu o seminário comentando sobre o papel da tecnologia, que cria uma nova escala de julgamento e avaliação da novidade. "A materialidade das mídias tradicionalmente muda a concepção da obra. Como se dá isso hoje? Altera a obra? A nova tecnologia não mata a antiga. Os livros, por exemplo, nunca foram tão atrativos e sofisticados, até pela concorrência, que aumentou com as novas mídias." Renato apóia o fato de o suplemento literário Prosa & Verso, de O Globo, começar a resenhar obras on-line. "É louvável, mas eu, por exemplo, tenho dificuldades para ler na tela algo mais extenso."

24 novembro 2006

Palavras arcaicas

A proposta é ambiciosa: produzir um dicionário histórico com 10.000 verbetes e algo como 12 milhões de palavras a partir de manuscritos que registram a língua e a escrita utilizada nos séculos iniciais de colonização portuguesa no que viria a se tornar o Brasil. Se comparado com os dois maiores dicionários de português corrente no país, os números podem nem impressionar tanto. O Houaiss anuncia ter "228 mil verbetes com 380 mil definições", enquanto o Aurélio tem "435 mil verbetes, definições e acepções que acompanham o desenvolvimento da língua". Mas, além de trabalhoso e complexo, o Dicionário histórico de português arcaico pretende, através da consulta de cartas pessoais, públicas, relatórios, tratados e obras literárias, analisar como o nosso vocabulário se formou, e o que ainda dele permanece em uso, como termos utilizados nas áreas dos direitos público e privado do século XVI. O compromisso com o CNPq, que disponibilizou R$ 1 milhão para o projeto, é de produzir um dicionário em três anos.

17 novembro 2006

Projetos de alfabetização

O Google, em parceria com a Unesco, lançou um site dedicado à alfabetização. O Literacy Project concentra em uma página busca de livros, trabalhos escolares, blogs, mapas, vídeos, blogs e grupos de discussão com o objetivo de auxiliar os professores e organizações educacionais a compartilharem suas fontes de leitura. Por ora, o site está disponível apenas em inglês e alemão, mas a busca traz resultados em diversas línguas.

27 outubro 2006

Casa de las Américas

A instituição cubana Casa de las Americas, que patrocina e divulga trabalhos de escritores, músicos e estudiosos de literatura da América Latina e do Caribe, promove a 48ª edição de seu prêmio literário. Autores brasileiros podem concorrer com livros publicados em português nos anos 2005 e 2006 (primeira edição), nos gêneros de ficção (romance, conto ou poesia). O vencedor leva US$ 3 mil e a publicação da obra. As obras devem ser enviadas à Casa de las Américas (3ra. Y G, El Vedado, La Habana 10400, Cuba), ou qualquer das Embaixadas de Cuba até 31 de outubro. Os jurados se reúnem em Havana em janeiro de 2007 para decidir o vencedor. Informações no site.

27 outubro 2006

A outra seleção argentina

A literatura do vizinho é callejera: uma literatura vitalista que passeia pelas ruas. A literatura argentina neste exato momento passeia pelas ruas. Escuta cumbia, comentários de futebol e segue discutindo as publicações diárias dos jornais em seus blogs (verdadeira febre entre os escritores em torno dos 30 anos). Discutem as programações de rádio. O sucesso das atrizes e cantores pop do momento. A literatura se enamora de distintos personagens da rua com a mesma onda: das catadoras de papel e de personagens históricos. Teóricos como Foucault e Said frequëntam as mesmas telas de blogs que Shakira ou The Smiths. Todas as representações assinaladas, pensadas, debatidas. Saudável mania argentina: o debate na esfera pública sobre todo e qualquer assunto.

25 outubro 2006

Objetos do desejo

Em tempos de grandes facilidades gráficas, costurar, montar ou desenhar à mão um livro pode parecer absurdo, certo? Errado. Alguns projetos vêm ganhando notoriedade justamente porque investem no trabalho artesanal dos livros. São pequenas editoras que apostam em novos formatos para viabilizar o trabalho de jovens escritores. Nada de grandes tiragens ou complexa logística de distribuição. A idéia aqui é simples: buscar qualidade e espaço diferenciado. A Fina Flor, que se auto-intitula uma "mini micra editora", é um exemplo desse movimento. Com 11 títulos já lançados, ousa ao propor o conceito de obras com intervenções artísticas. São livros manipulados à mão, com grampos, carimbos, aquarelas, tecidos, papel fotográfico, bordados, entre outros materiais. Todos são numerados e assinados pelos autores, com tiragens que não passam dos 150 exemplares. Custam em média R$ 35.

6 outubro 2006

Um público para o jovem autor

Todo novo autor queixa-se da dificuldade de publicar. Os prêmios literários para iniciantes, inéditos ainda em livro, portanto, deveriam, além de se preocupar em colocar no mercado obras de novos autores, garantir uma distribuição razoável. É o que propõe o Prêmio SESC de Literatura, que acaba de anunciar seus vencedores e abrir novas inscrições. Destinado a autores inéditos em livro, o prêmio oferece publicação e distribuição pela Editora Record, assim como a promoção dos livros nas bibliotecas e programações culturais do SESC em vários estados. Para o Prêmio SESC de Literatura 2006, as inscrições já estão abertas e seguem até 31 de outubro. Confira o edital e mande seus textos engavetados. No site você também encontra entrevistas com os vencedores.

20 julho 2006

Catadores de papel

Eloísa Cartonera, editora alternativa criada em Buenos Aires, quer exportar para o Brasil projeto pioneiro que dá voz e trabalho a quem vive de vender papelão. Eles pesam pouco mais ou menos que 200 gramas, chamam a atenção pela capa, aquele marrom pardo das caixas de papelão, pintadas uma a uma, à mão, com cores chamativas, e carregam dentro poemas, histórias, contos, enfim, um rico e crescente panorama da literatura latino-americana de ontem e de hoje. Como o texto acima informa na "ficha técnica" destes livros artesanais, suas capas são feitas com papelão comprado nas ruas ao preço de 1,50 pesos argentinos, cinco vezes mais o preço que normalmente se paga pelo papelão usado em Buenos Aires, cerca de 0,30 centavos de peso. O miolo muitas vezes é fotocopiado ou impresso na tipografia doada pela Embaixada suíça, e depois colado no papelão. E são estes livros que vêm conseguindo no país vizinho algo que muitos almejam, mas não conseguem tornar realidade: produzir livros de literatura com preço acessível, unir pessoas em torno de um projeto artístico, social e comunitário e, além disso, fazer circular uma produção contemporânea que não encontraria outra maneira de vir a público. Clique no título desta matéria para ler na íntegra este texto do Portal Literal.

2 junho 2006