Catadores de papel
Eloísa Cartonera, editora alternativa criada em Buenos Aires, quer exportar para o Brasil projeto pioneiro que dá voz e trabalho a quem vive de vender papelão. Eles pesam pouco mais ou menos que 200 gramas, chamam a atenção pela capa, aquele marrom pardo das caixas de papelão, pintadas uma a uma, à mão, com cores chamativas, e carregam dentro poemas, histórias, contos, enfim, um rico e crescente panorama da literatura latino-americana de ontem e de hoje. Como o texto acima informa na “ficha técnica” destes livros artesanais, suas capas são feitas com papelão comprado nas ruas ao preço de 1,50 pesos argentinos, cinco vezes mais o preço que normalmente se paga pelo papelão usado em Buenos Aires, cerca de 0,30 centavos de peso. O miolo muitas vezes é fotocopiado ou impresso na tipografia doada pela Embaixada suíça, e depois colado no papelão. E são estes livros que vêm conseguindo no país vizinho algo que muitos almejam, mas não conseguem tornar realidade: produzir livros de literatura com preço acessível, unir pessoas em torno de um projeto artístico, social e comunitário e, além disso, fazer circular uma produção contemporânea que não encontraria outra maneira de vir a público. Clique no título desta matéria para ler na íntegra este texto do Portal Literal.
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