Publicidade
Voltar ATUALIDADES

Educadores criticam recolhimento de livro polêmico pelo MEC

09 de setembro de 2026
2 min de leitura

Conto de ‘Enquanto o sono não vem’, destinado a crianças de 7 e 8 anos, trazia abordagem sobre incesto

O Ministério da Educação (MEC) decidiu, na quinta, recolher 93 mil exemplares do livro Enquanto o sono não vem, destinado a escolas públicas de ensino fundamental, após uma polêmica envolvendo o conto A triste história de Eredegalda, que narra a saga de uma princesa que se recusa a casar com o rei, seu pai, e acaba trancafiada em uma torre. Segundo o MEC, o livro, que aborda a temática do incesto, seria impróprio para a idade a qual era destinado — crianças de 7 e 8 anos— “por serem leitores em formação e com vivências limitadas”, que ainda não adquiriram senso crítico. Apesar da grande repercussão negativa a respeito da obra, educadores consultados pelo O Globo ponderaram sobre a necessidade de se abordar temas complexos em sala de aula e ressaltaram a importância da figura do professor como mediador. Com lotes comprados em 2005 e 2014, o livro havia sido distribuído pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), após ter sido avaliado e aprovado pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em novo parecer emitido no último dia 1º, o Ceale afastou as críticas à obra, que traz um compilado de histórias populares, e afirmou que a polêmica é resultado de um “julgamento indevido construído por leitura equivocada do romance”. O Centro citou ainda elementos controversos de outros contos de fadas popularmente aceitos e argumentou que o confronto com essas narrativas tem papel importante no desenvolvimento das crianças.

Compartilhar:
Talita Facchini

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade