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Deutsche Welle (Alemanha)

Entre a censura e a literatura comercial

O controle do governo sobre tudo o que é publicado caracteriza o mercado editorial da China, país homenageado em Frankfurt

14 outubro 2009

Feira de mídias

Maior feira do mercado livreiro, em Frankfurt, abriu suas portas nesta terça-feira

14 outubro 2009

Kathrin Schmidt ganha Prêmio Alemão do Livro

Entre os escritores que concorriam ao prêmio estava a Nobel de Literatura de 2009, Herta Müller

13 outubro 2009

Romances policiais de nova geração viram febre

Com recorde de vendas em meio à crise financeira, os thrillers conquistam o leitor alemão

7 outubro 2009

Bibliotecas alemãs sofrem efeitos da crise

Os rombos nos orçamentos municipais na Alemanha poderão resultar em más notícias para as bibliotecas do país, alertam os especialistas reunidos do 98° Encontro de Bibliotecários Alemães, que contou com 3.500 participantes na cidade de Erfurt. A ameaça que paira é a de que algumas bibliotecas do país terão que ser fechadas, se a situação não melhorar. "Podemos imaginar que, no próximo ano, teremos um enorme problema", afirmou Susan Riedel, presidente da Associação dos Bibliotecários Alemães. Segundo Riedel, algumas das 9 mil bibliotecas do país, que empregam 30 mil funcionários, necessitam da ajuda do governo. Além de discutir as chances de sobrevivência das bibliotecas, os especialistas reunidos em Erfurt debateram ainda outros assuntos relevantes, como as consequências do uso de novas mídias e da digitalização para o setor, bem como o papel exercido, de forma geral, por uma biblioteca numa sociedade em que o acesso doméstico a dados e informação é cada vez mais viável.

24 junho 2009

Ingo Schulze tira dúvidas sobre tradução

Na Alemanha, uma iniciativa reúne autores e tradutores de vários países para debater dificuldades na tradução. Sentado diante de uma grande mesa, o escritor alemão Ingo Schulze é questionado por 18 tradutores de suas obras. Cada um deles têm um exemplar do romance Adam und Evelyn, um esboço da tradução para sua língua e uma infinidade de perguntas. O norte-americano John E. Woods, por exemplo, encontrou uma palavra que trouxe dificuldades para muitos tradutores: Adamsapfel [pomo-de-adão]. No romance de Schulze, essa não é qualquer palavra – é o protuberante pomo-de-adão que garante o apelido do herói da história. Mas essa associação não funciona em algumas línguas, como o islandês e o coreano. Os tradutores têm cinco dias para bombardear Schulze com perguntas, debater trechos de difícil compreensão e discutir sugestões de tradução. "É uma diversão ficar aqui sentado com todos os tradutores, como se fosse uma festa surpresa de aniversário", comenta o escritor.

10 maio 2009

Christa Wolf completa 80 anos

Escritora da antiga Alemanha Oriental e nome internacionalmente conhecido da literatura alemã, Christa Wolf tem sua obra narrativa traduzida em 20 línguas. Já aos 34 anos, ela era festejada como a nova voz literária da República Democrática Alemã (RDA). Aos 80, ela continua escrevendo. Neste ano, ela publica seu novo romance Stadt der Engel (Cidade dos Anjos) e continua sendo uma das candidatas em potencial ao Prêmio Nobel de Literatura.

19 março 2009

Leipzig lembra 20 anos da queda do Muro

A Feira do Livro de Leipzig que teve início nesta quinta-feira, 12 de março, é chamada por muitos de "irmã pequena" da homóloga de Frankfurt. Isso é verdade, quando se considera somente dados numéricos. No entanto, sabe-se que tamanho é algo relativo. Desde sua reformulação, há 18 anos, a mostra de Leipzig se desenvolveu como um fator estável e simpático no cenário editorial alemão. Em 2008, 129 mil pessoas visitaram a feira. Neste ano, no entanto, a crise econômica não passou despercebida. Após anos de constante crescimento, o número de expositores caiu ligeiramente em 2009 – 2,1 mil provenientes de 38 países. Mas todas as importantes editoras estão presentes e as pequenas aproveitam cada vez mais o interesse proporcionado por sua presença na feira. Não são os grandes negócios que interessam, mas uma programação extensa e um perfil claro das editoras. Pela quinta vez, o Prêmio da Feira do Livro de Leipzig aponta as melhores novidades do início do ano nas categorias de não-ficção, melhor tradução e ficção. A distinção não traz somente fama e apoio financeiro para outros projetos literários, mas oferece dicas de leitura e orientação a leitores em meio à oferta excessiva do mercado livreiro alemão.

12 março 2009

Editoras alemãs aproveitam bicentenário Mendelssohn

Os editores da Alemanha aproveitam os 200 anos do nascimento de Felix Mendelssohn para preencher lacunas no conhecimento sobre o compositor judeu alemão. Em texto e imagem, da biografia de 800 páginas ao calendário. Quem não conhece o sinfonista romântico Felix Mendelssohn-Bartholdy, sua música incidental para o Sonho de uma noite de verão, seu Concerto para violino, suas Canções sem palavras? Só que geralmente também acaba aí a informação sobre a obra mendelssohniana, para não falar de sua personalidade ou biografia. A editora Reclam lança a tradução em alemão da biografia de Mendelssohn pelo musicólogo norte-americano Larry Todd. Lançada há seis anos, ela fornece uma nova base para a pesquisa sobre o músico: até então ninguém estudara as fontes com tanta minúcia – inclusive as 5 mil cartas deixadas por ele, em grande parte, inéditas. Quem tiver curiosidade de conhecer as artes gráficas do músico tem uma excelente opção no fac-símile de seu "caderno de esboços suíço", lançado pela editora Ludwig Reichert. Também o exuberante Almanaque Mendelssohn da Henschel se ocupa tanto do desenhista e pintor como de sua correspondência e vida particular.

2 fevereiro 2009

Digna de museu? Língua alemã à mostra

O idioma alemão tem 1.200 anos de idade. Sua trajetória está sendo apresentada no Museu Histórico Alemão como uma história de sucesso. Uma língua para a qual se desenrola o tapete vermelho no início de uma exposição não pode estar indo tão mal assim. Afinal, o idioma já existe há 1.200 anos. Há, no entanto, muitos alemães que reclamam da decadência de sua língua e se sentem ameaçados por anglicismos. Ao contrário do francês, o alemão nunca dispôs de um órgão central de controle oficial. Com 120 milhões de falantes, o alemão é um "gigante em relevância", considera Hans Ottomeyer, diretor geral do Museu Histórico Alemão. Mas como não é muito bem representado, é um "anão quanto ao prestígio". A exposição no Museu Histórico Alemão, organizada em cooperação com o Instituto Goethe e com a Casa da História, de Bonn, mostra preciosidades para bibliófilos. Um dos objetos expostos é o mais antigo livro alemão, chamado Abrogans – um dicionário do século 8 que servia para a leitura de textos bíblicos. E o primeiro escrito de Martinho Lutero em língua alemã também pode ser contemplado na mostra.

19 janeiro 2009