Publicidade
Voltar

Deutsche Welle (Alemanha)

Alemanha relembra os 80 anos de Heiner Müller

A publicação de três volumes contendo entrevistas concedidas por Heiner Müller a partir de 1965 faz parte de uma série de homenagens prestadas ao dramaturgo morto em 1995, que teria completado 80 anos em 9 de janeiro. Nascido no estado da Saxônia a 9 de janeiro de 1929, o dramaturgo, poeta e diretor de teatro Heiner Müller tornou-se logo depois da queda do Muro presença constante na mídia do país reunificado, embora suas peças tenham sido escritas, na maioria, ainda nos tempos da República Democrática Alemã (RDA). O país que, a partir de um determinado momento, passou a não simpatizar com o olhar crítico do dramaturgo, tendo proibido inclusive algumas de suas peças. Por isso (mas não apenas por isso), Müller já havia se tornado bem antes de 1989 um nome cultuado na então Alemanha Ocidental.

9 janeiro 2009

Alemanha lê cada vez menos

Estudo realizado em Mainz não teve apenas más notícias. Positivo é o interesse dos estrangeiros pela leitura. E o livro impresso continua tendo futuro, lado a lado com os sucedâneos eletrônicos. "Ler muito tempo me cansa demais", justificam os alemães que não leem livro algum. E seu número é alarmante, como constatou a Fundação Lesen ("ler" em alemão), de Mainz, em suas pesquisas mais recentes. Ela partiu das seguintes questões: o que lê a população, como lê, por que e por quanto tempo? Ler na Alemanha 2008, o terceiro estudo da série sobre o comportamento de leitura, revela uma mudança nos hábitos da nação. Com tendências positivas e negativas. Primeiro, a má notícia: o prazer de ler escasseia no país. Enquanto em 2000 um terço da população adulta e adolescente da Alemanha ainda lia entre 12 e 50 livros por ano, em 2008 apenas um quarto cumpre o mesmo volume de leitura. A boa notícia: 36% dos entrevistados com ascendência estrangeira admitiram que, várias vezes por semana, se entregam inteiramente à leitura, 11% até mesmo todos os dias.

9 janeiro 2009

Linz e Vilnius: capitais culturais europeias de 2009

Cada uma investiu 50 milhões de euros em infraestrutura e programação cultural intensa para atrair a atenção do público internacional. Mas Vilnius enfrenta crítica de minorias étnicas e Linz luta contra passado nazista. A cidade austríaca de Linz, situada às margens do Danúbio, e Vilnius, capital da Lituânia, traçaram um ambicioso plano tanto para seduzir seus próprios habitantes quanto para atrair a atenção de potenciais visitantes de todas as partes do mundo nos próximos 12 meses, nos quais dividem o título de capital europeia da cultura. Para tanto, cada uma delas investiu mais de 50 milhões de euros em 340 projetos culturais – 220 em Linz e 120 em Vilnius. Nesta maratona cultural, ambas apostam em concepções semelhantes, concentrando-se em apresentar uma programação multifacetada com forte destaque para a arte contemporânea, música e teatro.

9 janeiro 2009

Ler com os dedos – 2009 é ano Braille

Em comemoração aos 200 anos do nascimento de Louis Braille, Renate Reymann, presidente da Federação Alemã de Cegos e Deficientes Visuais (DBSV), lançou o "Tour de Braille". Tudo começa com uma festa na Embaixada Francesa em Berlim e culmina em um festival a ser realizado no final de agosto, em Hannover. Até lá estão programados mais de 200 recitais em braille, para grande e pequeno público, em toda a Alemanha. O inventor da escrita para deficientes visuais nasceu em janeiro de 1809. "Com essa maratona pretendemos atingir duas coisas", ressalta Reymann. "Queremos gerar mais motivação interna, para nós mesmos: aprendam o braille, tirem proveito! E também queremos dar um sinal para fora: olhem, esse é um passo importante! Precisamos do braille apesar de toda a tecnologia digital, apesar dos livros eletrônicos e de tudo o que existe no mercado." O linguista e redator da Deutsche Welle, Eskandar Abadi, é da mesma opinião, mesmo que ele saiba lidar virtuosamente com a tecnologia moderna no trabalho, com a linha de braille sob o teclado do computador, com um leitor de tela capaz de traduzir sites da internet em som. "Eu, por exemplo, ouço muita coisa que me conta o meu estranho conversor de linguagem, mas quando quero ter certeza mesmo, para coisas mais definitivas, tenho que ler em braille".

9 janeiro 2009

Calendário Histórico -1946: Editora Rowohlt lança livros de bolso

No dia 15 de dezembro de 1946, a editora alemã Rowohlt lançou no mercado uma nova coleção de livros de bolso, que deveria ser acessível a todo cidadão. Volumes eram impressos em papel jornal e custavam apenas 0,50 marco. De todas as cartas que o escritor Kurt Tucholsky recebeu em vida, a que mais lhe tocou foi a de um estudante de Nurembergue. Gentilmente, o jovem fez suas reverências ao conhecido autor, para em seguida declarar que ansiava pela morte do escritor o mais breve possível: "Para que seus livros se tornem mais baratos, como os de Goethe, por exemplo". O estudante não pôde no momento receber a "ajuda necessária", mas a curiosa carta serviu para que Tucholsky enviasse uma mensagem ao editor Rowohlt, que culminava no pedido direto: "Barateie nossos livros!" Somente depois do suicídio de Tucholsky durante o exílio na Suécia, em dezembro de 1946, é que a editora acabou fazendo a sua vontade. Involuntariamente, diga-se de passagem. Os tempos de miséria do pós-guerra forçaram os editores a uma boa ação, para a sorte dos leitores do país.

17 dezembro 2008

Exposição aborda história do idioma alemão

Mostra expõe a variedade do alemão e seu desenvolvimento desde os cantos medievais até a linguagem das mensagens de texto. Depois de Bonn, Instituto Goethe levará a exposição pelo mundo durante oito anos. O momento não poderia ter sido mais adequado, por mais que tenha sido mera coincidência. Ao mesmo tempo em que se discute se o alemão deveria ou não ser mencionado na Lei Fundamental alemã como idioma oficial, foi inaugurada na Casa da História de Bonn uma exposição intitulada Man spricht deutsch (fala-se alemão). Os organizadores, no entanto, não querem que a mostra seja vista simplesmente como um discurso a favor da proposta. Seu objetivo é antes mostrar a riqueza, a variedade e a história da língua alemã, dos cantos medievais à linguagem das mensagens de texto.

12 dezembro 2008

A Europa não tem direitos autorais sobre o Esclarecimento

O escritor Hans-Magnus Enzensberger ressalta em entrevista a relevância do intercâmbio entre as culturas e lembra a civilização muçulmano-judaico-cristã na Andaluzia do passado como exemplo de convivência pacífica. Presente em um encontro intitulado "Diálogo Cultural Teuto-Árabe", em Dubai, o escritor alfineta a Europa pela arrogância ao reclamar para si "os direitos autorais sobre o Esclarecimento" e adverte que uma cultura "pode morrer de sede ao se isolar". Leia a íntegra da entrevista.

12 dezembro 2008

Guimarães Rosa retorna à Alemanha no ano de seu centenário

O escritor João Guimarães Rosa é tema de um simpósio internacional, que acontece durante três dias na capital alemã. A principal motivação para organizar um simpósio em Berlim sobre o escritor mineiro foi perceber que João Guimarães Rosa (1908-1967) não está sendo reeditado na Alemanha, explica Ligia Chiappini, professora do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Livre de Berlim, a DW-WORLD.DE. Chiappini observa que há um desconhecimento cada vez maior da obra de Guimarães Rosa no país e que seus livros acabam chegando somente ao "gueto" dos brasilianistas. Durante o evento, será apresentada uma nova edição de Meu tio o iauaretê. O simpósio sobre João Guimarães Rosa acontece entre os dias 1° e 3 de dezembro em Berlim, Leia a entrevista com a professora Ligia Chiappini.

1 dezembro 2008

David Bowie: um caso de amor com Berlim

Helden (Heroes) é o título do novo livro de Tobias Ruether sobre o período em que o camaleão do rock, David Bowie, viveu na capital alemã, onde lançou três álbuns. No fim dos anos 70, David Bowie – um dos maiores astros do rock mundial – habitava um apartamento relativamente simples em Berlim. Os três álbuns lançados neste período são considerados uns dos mais inovadores de sua carreira e um deles inclui a canção mais diretamente associada ao Muro de Berlim. Mas a aventura de Bowie em Berlim não começou de forma tão promissora. Confira na entrevista que o músico concedeu ao Deutsche Welle.

26 novembro 2008

Arquivos Ingmar Bergman chegam às livrarias alemãs

Pouco antes de morrer, o cineasta sueco Ingmar Bergman abriu seus arquivos privados a uma editora alemã e uma sueca, permitindo a estas que escrevessem um livro sobre seu trabalho. O resultado é um ilustre volume de quase seis quilos, que apresenta a obra do cineasta com textos em inglês. Para o mercado alemão o volume vem ainda com um livro no idioma do país. Divido em sete capítulos, os Arquivos Ingmar Bergman (592 pp.,), de autoria de Paul Duncan e Bengt Wanselius – fotógrafo pessoal do cineasta durante muitos anos – tratam de todos os filmes do diretor, de clássicos aos poucos conhecidos. O mestre sueco realizou mais de 50 filmes, que vão de obras-primas iniciais como Morangos Silvestres, passando pelo O Silêncio até o clássico Cenas de um Casamento. No volume, cada um desses filmes é revisto através das reproduções fotográficas de alta qualidade, um dos pontos fortes da publicação.

12 novembro 2008