Publicidade
Voltar

Deutsche Welle (Alemanha)

Antropólogo descreve era das identidades múltiplas

Constantin von Barloewen é professor de Antropologia Comparada da Escola Superior de Design e Artes de Karlsruhe. Nascido em 1952 em Buenos Aires, cresceu na Argentina e na Alemanha, deu aulas em várias universidades da Europa e dos EUA e vive atualmente em Paris.É autor de diversos livros, como Clown. Por uma fenomenologia do tropeço (Clown. Zur Phänomenologie des Stolperns), História da civilização e Modernidade na América Latina (Kulturgeschichte und Modernität Lateinamerikas) e o recém-publicado na Alemanha Antropologia da globalização (Anthropologie der Globalisierung). Recentemente o autor concedeu entrevista a Deutsche Welle, onde fala das diferenças culturais entre as Américas, descreve o ensaio como gênero literário latino-americano por excelência e aposta numa nova sociedade intercultural. Confira a entrevista!

23 outubro 2008

Ziraldo elogia qualidade gráfica dos livros em Frankfurt

Ziraldo não perde o fascínio pelas cores e pela riqueza gráfica da Feira de Frankfurt. Desde sua estréia aqui, em 1969, o autor viu a feira se multiplicar por dez. Se as histórias de Ziraldo são contadas em línguas como italiano, coreano, espanhol, inglês e dinamarquês, pode ser graças à Feira de Frankfurt. É no maior evento literário mundial que é fechada a maioria dos acordos para compra e venda de títulos entre países, e foi naquele em Frankfurt que Ziraldo teve contato direto com esse mercado internacional pela primeira vez, em 1969. Na época, apresentou Flicts pela editora Expressão e Cultura, e o livro foi vendido a quatro países. Quase 40 anos depois, os personagens de Ziraldo são levados a países como Coréia, Itália, Japão, Espanha – e a cada edição da feira, as chances são de entrar mais um na lista. Este ano, a editora Melhoramentos vendeu Flicts para editoras do Japão e da China, onde O Menino Maluquinho também será lançado. Mas o que fascina o autor na feira não é o mundo dos negócios, e sim a riqueza das prateleiras – como contou à Deutsche Welle.

18 outubro 2008

Escritoras turcas foram tema na Feira

Apesar de ser grande o número de turcos e seus descendentes vivendo na Alemanha, a literatura produzida na Turquia permanece desconhecida no país. A Feira do Livro de Frankfurt tentou mudar essa situação. O bairro Cihangir, em Istambul, é conhecido por seus cafés e galerias e pelo grande número de artistas e intelectuais que ali vivem. E nele também mora a escritora Sebnem Isigüzel, de 35 anos, vencedora do mais importante prêmio literário do país. "Escrever significa colocar a cabeça para fora, ou seja, da minha escrivaninha, observar o mundo. E você não acredita o quanto isso pode ser difícil. A Turquia tem uma história reprimida, politicamente sempre instável. Acordar nesse país todas as manhãs e escrever livros é, apesar de tudo, um ato de bravura", diz Isigüzel. Essa dificuldade se dá principalmente porque a autora costuma, em seus livros, dissecar a realidade turca, seja ao expor as contradições entre o secular e o religioso ou o abismo entre as províncias distantes e as grandes cidades. De uma forma ou de outra, a linguagem provocadora de Isigüzel já lhe rendeu até mesmo um processo na Justiça.

17 outubro 2008

Pane para o Brasil na Feira de Frankfurt

O Brasil chegou pronto para fazer bonito na Feira do Livro de Frankfurt, com estande mais central e planos para ampliar a exportação de títulos brasileiros. Mas o principal ingrediente da festa foi barrado na alfândega: em vez de livros, o estande brasileiro ostenta nesta quarta-feira apenas prateleiras vazias. Chegando ao corredor E do galpão 5.1 na Feira de Frankfurt, já se vê de longe o verde-e-amarelo do estande brasileiro. Ao se chegar mais perto, porém, um susto: debaixo das amplas placas anunciando "Brasil", apenas prateleiras vazias, seu tom prateado refletindo os holofotes. Ou quase vazias: em diversas delas foram espalhados catálogos, folhetos ou os poucos livros que vieram, na mala dos editores que resolveram se garantir. Faltosos no estande brasileiro estavam os 6.400 livros que ficaram presos na alfândega em Madri. O carregamento de uma tonelada, previsto para chegar na tarde de segunda-feira, foi barrado por motivos de segurança, segundo o burburinho que corria em volta do estande.

16 outubro 2008

Romance sobre o fim da RDA ganha o Prêmio Alemão do Livro

Uwe Tellkamp é o ganhador do Prêmio Alemão do Livro de 2008 por Der Turm (A Torre), um romance épico de quase mil páginas, no qual o escritor de Dresden desenha um panorama monumental da derrocada da República Democrática Alemã (RDA) através da perspectiva de uma família de classe média e formação humanista em sua cidade natal. "Os leitores são envolvidos como nunca por aromas, expressões idiomáticas e formas de pensar da última fase da ex-Alemanha Oriental", justificou o júri. Tellkamp era tido como o grande favorito antes do anúncio feito nesta segunda-feira, dia 13. Nas últimas semanas, o livro – lançado pela editora Suhrkamp – foi descrito pelos principais jornais do país como um magistral canto de despedida da sociedade da RDA, com qualidade comparável a Os Buddenbrooks, de Thomas Mann.

14 outubro 2008

Livro eletrônico é o centro das atenções em Frankfurt

As oportunidades e os perigos da digitalização dominam os debates no maior evento do mercado livreiro do mundo. Setor aguarda com expectativa o lançamento dos novos modelos de leitores de-book, mas teme a pirataria. A crescente influência da digitalização e das novas tecnologias no mercado editorial será o tema dominante da 60ª Feira do Livro de Frankfurt, que começa nesta quarta-feira, dia 15, na cidade alemã e se estende até o próximo domingo. O assunto não é novo, nem mesmo para o tradicional evento, que há muito já não se apresenta mais como apenas uma feira do livro, mas como uma feira de mídia. "A Feira do Livro de Frankfurt ja é há tempos uma feira de conteúdo. Em torno de 42% dos produtos expostos são livros e 30% é digital", disse o diretor Juergen Boos durante a entrevista de abertura, nesta terça-feira.

14 outubro 2008

Turquia promete diversidade cultural em Frankfurt

Como país de destaque da próxima Feira de Livros de Frankfurt, a Turquia pretende dar uma mostra de sua diversidade cultural. Cerca de 350 autores e tradutores turcos comparecerão ao evento para apresentar seu trabalho. A inclusão de minorias culturais no programa foi ressaltada pelos organizadores. Entre os convidados, estarão – por exemplo – os escritores curdos Lal Lales e Seyhmus Diken, os armênios Migirdic Margosyan e Jaklin Celik, e o judeu Mario Levi. Com uma mostra especial sobre literatura turca, os organizadores pretendem enfatizar aspectos menos conhecidos de uma longa tradição literária. A exposição pretende ilustrar a confluência de tradições árabes, armênias ou bizantinas que determinam a atual diversidade cultural da Turquia. Os organizadores da participação da Turquia na Feira de Frankfurt fazem questão de enfatizar que o país progrediu muito em termos democráticos e que hoje já não há nenhum autor preso por suas opiniões políticas.

13 outubro 2008

Feira é a maior do mercado editorial

A Feira do Livro de Frankfurt chega à sua 60ª edição na condição de maior e mais importante ponto de encontro do mercado editorial mundial. Mais de 7 mil editoras de 101 países estarão representadas nos pavilhões da cidade alemã de 15 a 19 de outubro deste ano. Elas levarão a Frankfurt em torno de 400 mil títulos, entre publicações em papel e eletrônicas. Na primeira edição da feira, em 1949, eram pouco mais de 200 expositores, todos eles da Alemanha. Em exposição estavam cerca de 10 mil livros e a feira, organizada na Igreja Paulskirche, atraiu 14 mil visitantes. Este ano, os organizadores esperam no mínimo repetir os 283 mil visitantes da edição de 2007. A presença de escritores renomados é outro ponto forte do evento. Para representar a Turquia estará em Frankfurt o Prêmio Nobel de Literatura Orhan Pamuk. Outro Nobel que circulará pelo evento é o escritor alemão Günter Grass. Entre os homenageados deste ano está o autor brasileiro de best-sellers Paulo Coelho. Ao todo, mais de mil autores participarão da feira – 250 só da Turquia. Um dos destaques da feira deste ano é a digitalização do mercado editorial. A Sony apresentará seu Reader, aparelho que permite a leitura dos chamados e-books, ou livros eletrônicos. E há expectativa de que a Amazon lance o Kindle.

13 outubro 2008

Ambigüidade dificulta tradução de Machado

O Professor Berthold Zilly fala sobre as dificuldades que teve para transpor para o alemão Memorial de aires e os temas centrais do último romance do escritor brasileiro, que morreu há cem anos. Ele atribui, em parte, o atraso ao próprio texto, e a ambigüidade e a falta de definição. “Isso é um princípio tanto da visão do mundo como da visão do homem, bem como do estilo, do manejo das palavras e da construção da sintaxe de Machado de Assis. Uma certa falta consciente de definição e clareza.” Ele aponta que tudo é um pouco dúbio e vago. “Também em termos morais. É difícil saber o que é bom e mau, real e ficção e qual o sentido exato das palavras e frases.” Confira entrevista concedida por Zilly.

30 setembro 2008

Memorial de aires ganha tradução para o alemão

Último livro do escritor brasileiro Machado de Assis, Memorial de aires será lançado na Alemanha com o nome Tagebuch des Abschieds (Diário da despedida) e tradução de Berthold Zilly. O lançamento da editora cult berlinense Friedenauer Presse lembra outra data centenária: a morte de Machado, em 29 de setembro de 1908. O tradutor é o professor da Universidade Livre de Berlim, Berthold Zilly. A idéia de apresentar o último livro de Machado aos leitores alemães foi da editora Katharina Wagenbach-Wolff, que se declara uma fã de longa data do autor brasileiro. A intenção de Wagenbach-Wolff era que o livro estivesse nas livrarias até a última segunda-feira, mas a tradução está atrasada, e Zilly prevê que a obra seja lançada apenas em dezembro. Um dos motivos para o atraso está no próprio livro ou, mais especificamente, nas dificuldades para traduzir Machado. "Traduzir é sempre complicado, e Machado de Assis em especial. Ele é notório pelas suas expressões e frases ambíguas", diz Zilly.

29 setembro 2008