Ambigüidade dificulta tradução de Machado
O Professor Berthold Zilly fala sobre as dificuldades que teve para transpor para o alemão Memorial de aires e os temas centrais do último romance do escritor brasileiro, que morreu há cem anos. Ele atribui, em parte, o atraso ao próprio texto, e a ambigüidade e a falta de definição. “Isso é um princípio tanto da visão do mundo como da visão do homem, bem como do estilo, do manejo das palavras e da construção da sintaxe de Machado de Assis. Uma certa falta consciente de definição e clareza.” Ele aponta que tudo é um pouco dúbio e vago. “Também em termos morais. É difícil saber o que é bom e mau, real e ficção e qual o sentido exato das palavras e frases.” Confira entrevista concedida por Zilly.
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