Leipzig lembra 20 anos da queda do Muro
A Feira do Livro de Leipzig que teve início nesta quinta-feira, 12 de março, é chamada por muitos de “irmã pequena” da homóloga de Frankfurt. Isso é verdade, quando se considera somente dados numéricos. No entanto, sabe-se que tamanho é algo relativo. Desde sua reformulação, há 18 anos, a mostra de Leipzig se desenvolveu como um fator estável e simpático no cenário editorial alemão. Em 2008, 129 mil pessoas visitaram a feira. Neste ano, no entanto, a crise econômica não passou despercebida. Após anos de constante crescimento, o número de expositores caiu ligeiramente em 2009 – 2,1 mil provenientes de 38 países. Mas todas as importantes editoras estão presentes e as pequenas aproveitam cada vez mais o interesse proporcionado por sua presença na feira. Não são os grandes negócios que interessam, mas uma programação extensa e um perfil claro das editoras. Pela quinta vez, o Prêmio da Feira do Livro de Leipzig aponta as melhores novidades do início do ano nas categorias de não-ficção, melhor tradução e ficção. A distinção não traz somente fama e apoio financeiro para outros projetos literários, mas oferece dicas de leitura e orientação a leitores em meio à oferta excessiva do mercado livreiro alemão.
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