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Agência Lusa

Luís Sepúlveda recusa-se a aceitar o fim do livro de papel

Escritor tem mais de 40 anos dedicados à literatura

28 fevereiro 2011

Leya deve investir em editora na área escolar

Grupo projeta criar n Brasil uma editora direcionada para este público

25 janeiro 2010

O Ano da China

País foi convidado para o maior evento mundial do setor, que começa dia 14

6 outubro 2009

Saramago anuncia publicação para outubro

O escritor português José Saramago anunciou que, em maio, entregou ao seu editor um novo livro que será publicado em outubro em Portugal e na Espanha, mas não revelou o nome da nova obra. Em declarações na cidade de Corunha, na Espanha, o escritor português explicou que o livro "será como um círio a arder, que, quando está próximo de se apagar, lança uma chama mais alta". O prêmio Nobel de Literatura em 1998 participou nesta quarta-feira do evento Diálogos Literários de Mariñan, organizados pela Fundação Carlos Casares, durante os quais se referiu a temas tanto literários como políticos. Saramago retomou a ideia antiga de um Estado ibérico, que considerou "historicamente legítima". "Isso de certeza não agradaria à Catalunha, mas a Galícia não se importaria", afirmou. O escritor se referiu ainda à recente censura do seu livro O caderno na Itália, que atribuiu à "estupidez de um senhor e à covardia de outros".

3 junho 2009

João Paulo Cuenca lança romance em Portugal

O jovem romancista João Paulo Cuenca, que foi a Portugal para lançar o seu segundo romance, O dia mastroianni, nunca pensou em ser escritor, mas chegou a querer ser astronauta, cineasta ou roqueiro. “Nunca tive um plano. Se você perguntasse para mim quando eu era criança ou adolescente, ou até quando comecei a escrever mesmo, com vinte e poucos anos, o que eu queria fazer da vida, eu dizia qualquer coisa. Já quis ser astronauta, diretor de cinema, tocava guitarra numa banda de rock”, conta Cuenca. Ele diz que nunca teve um fetiche pela profissão do escritor, pois achava que isso era uma coisa muito distante. “Eu sempre fui um bom leitor, comecei a ler muito precocemente. Entrava na biblioteca da escola para roubar livros. Estudava numa escola de freiras e elas não queriam que eu lesse certas coisas, mas eu adorava infringir certas leis e isso acabou influenciando a minha escrita”, afirma.

19 fevereiro 2009

Imperador Romano no top-ten

O imperador e filósofo romano Marco Aurélio já tinha a imortalidade garantida, mas graças ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, as suas Meditações ganharam este ano uma nova vida. O livro, escrito há 1.800 anos e considerado um clássico do estoicismo, integra o “top ten” de 2008 divulgado no último dia de 2008 pelo China Daily, o jornal oficial de língua inglesa, numa lista onde Marco Aurélio e o japonês Sohachi Yamaoka são os únicos autores não chineses. Em setembro passado, o primeiro-ministro chinês revelou que tinha lido as Meditações de Marco Aurélio “mais de cem vezes” e desde então “apareceram tantas edições do livro no mercado que o próprio imperador, se estivesse vivo, ficaria perplexo”, refere o China Daily. Segundo o mesmo jornal, em 2008 publicaram-se na China cerca de 230.000 novos livros, “um número semelhante ao do ano anterior”.

31 dezembro 2008

Europeana cai por excesso de procura

A biblioteca européia digital Europeana, que quinta-feira foi aberta ao público, teve de encerrar menos de 24 horas depois, devido à "excessiva popularidade", e só deverá voltar a abrir na metade de dezembro. "Daremos o nosso máximo para reabrir a Europeana, numa versão mais robusta, o mais depressa possível", prometem ainda os gestores do site. A "triste decisão" de encerrar a Europeana foi tomada quinta-feira à tarde, quando o tráfego chegou aos 20 milhões de cliques por hora, explicou um porta-voz da Comissão Européia. "A procura foi demasiada, a Europeana não estava preparada". Os criadores da Eupeana tinham previsto um tráfego de cinco milhões de visitantes por hora. Esta biblioteca virtual, que pretende ser a resposta européia ao Google, conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da EU.

21 novembro 2008

Maior livraria de Portugal fecha as portas

A Livraria Byblos, a maior de Portugal, inaugurada há um ano em Lisboa, fechou na semana passada sem qualquer justificação aos clientes que se dirigirem às suas instalações. Ela é considerada "a primeira livraria inteligente", num investimento de quatro milhões de euros realizado pelo empresário Américo Areal. Fonte da empresa disse à Agência Lusa que os funcionários foram informados do encerramento. A Livraria Byblos disponibilizava 150 mil títulos numa área de 3.300 metros quadrados, dispondo de um sofisticado sistema de identificação por radiofreqüência, que o empresário chegou a destacar como "único no mundo". Antes da inauguração, em dezembro de 2007, Américo Areal, antigo dono das edições Asa, declarou que esperava faturar anualmente 10 milhões de euros e abrir mais três livrarias, no Porto, em Braga e em Faro.

20 novembro 2008

Portugal deve manter uma Livraria Portuguesa em Macau

Portugal deve manter em Macau uma Livraria Portuguesa independentemente do local que esta ocupa, defendeu nesta terça-feira o cônsul português, Pedro Moitinho de Almeida. O cônsul, que até ao final do ano deverá abandonar Macau para ocupar o cargo de embaixador de Portugal em Otava, no Canadá, respondia assim à possibilidade de venda da Livraria Portuguesa, incluindo o espólio, revelado pela Rádio Macau. A Livraria Portuguesa está concessionada a uma empresa liderada por Aloísio da Fonseca, um dos primeiros presidentes do Instituto Português do Oriente, depois de alguns anos em que o espaço foi gerido pelo próprio IPOR e onde foram acumulados prejuízos.

18 novembro 2008

Fernando Savater vence Prêmio Planeta

O escritor e filósofo espanhol Fernando Savater venceu a 57ª edição do Prêmio Planeta com o romance La Hermandad de la Buena Suerte, anunciou quarta-feira à noite a organização do galardão, a Editorial Planeta. A obra premiada é "uma novela de aventuras e desventuras, um pouco metafísica e inspirada num universo das corridas de cavalos", descreveu Fernando Savater na entrega do prêmio. Com o livro, apresentado com o título fíctício La curva del pardo, Fernando Savater recebe um prêmio monetário de 601 mil euros, um dos mais valiosos das letras européias. Segundo Savater, o romance é uma ficção inventada sobre um cavaleiro que desaparece pouco antes de uma corrida de cavalos e que nele não há referências aos seus ensaios filosóficos. O júri decidiu ainda premiar, com 150.250 euros, a obra que ficou em segundo lugar, Muerte entre poetas, de Ángela Vallvey.

16 outubro 2008