Livros a mãos-cheias
Boa parte das pessoas que visitam a Bienal Internacional do Livro do Ceará está só de passagem. É o que afirmam alguns expositores, pelo menos no que se referem aos estudantes que comparecem ao Centro de Convenções em grupos organizados pelas escolas. “São poucos os que param para folhear um livro”, lamenta Liduína Almeida, responsável pelo estande da Premius Editora, que, só nesta Bienal, está lançando 70 títulos. Para Márcio Moreira, um dos responsáveis pela Ilha dos Continentes, estande que reúne editoras de toda a América Latina, os grupos de estudantes mantêm um contato apenas panorâmico com a Bienal. “Os estudantes secundaristas costumam passar direto pelo nosso estande. Já os universitários, que vêm por conta própria, demonstram mais interesse em conhecer nossos livros”, diz. Todos os estudantes que visitam a Bienal estão recebendo um vale-compra, no valor de cinco reais, que é aceito em qualquer estande de livro. Não é preciso muito apuro para perceber que nem sempre os vales são trocados por obras literárias.
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