Cultura de almanaque?
Décadas depois dos almanaques do Capivarol e do Biotônico Fontoura (´É o novo!´, diria o colega Neno Cavalcante), novas publicações, sob a mesma dominação, ganham as prateleiras das livrarias e escalam as listas de mais vendidos, constituindo um fenômeno editorial. Constatação fácil para quem freqüenta as maiores lojas de livros, em que esses volumes, no formato 20,8cm por 23cm, pululam em número cada vez maior.Os almanaques chamam atenção pela rapidez com que se popularizaram e pelas direções que indicam, a partir de uma receita: muitas fotos e ilustrações e textos bem concisos, costurados por uma diagramação livre, descontraída, como um convite a uma leitura mais fácil e fluida. Tudo em volumes de aproximadamente 300 páginas, muitas vezes coloridas, que sem muito esforço podem ser lidas de uma sentada só. Ou visitadas de modo mais aleatório, degustadas aos poucos, conforme o gosto do freguês, não necessariamente na linearidade da primeira à última página.
14 julho 2008