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Terra

Publicar revistas poderá ser fácil como postar vídeos

Para todos que já sonharam em criar sua própria revista em cores lustrosas dedicada a um hobby, como fotografia ou viagem, os altos custos e a inconveniência da impressão representavam uma grande barreira. Gráficas tradicionais cobram milhares de dólares adiantados para ligar as máquinas e imprimir uma centena de cópias de uma revista. Com um novo serviço na web chamado MagCloud, a Hewlett-Packard espera tornar a produção de uma revista mais fácil e barata do que fazer fotocópias em uma loja local. Cobrando US$ 0,20 a página, pagos apenas quando um consumidor encomenda um exemplar, a HP sonha em tornar o MagCloud o equivalente ao YouTube em trivialidade de publicação. A companhia, líder na fabricação de computadores e impressoras, visualiza pessoas usando seus PCs para desenvolver revistas rápidas de comemoração da temporada de vôlei de sua filha ou narrar as complicações dos negócios de cactos do Arizona. "Existem tantos nichos, comunidades estranhas a princípio, que podem usar o serviço", disse Andrew Bolwell, que chefia o esforço MagCloud na Hewlett-Packard.

31 março 2009

Livro de Harry Potter é vendido por US$ 19 mil em leilão

Um exemplar da primeira edição do livro Harry Potter foi vendido por US$ 19, 1 mil (cerca de R$ 44,8 mil), em Dallas, no Estado do Texas, nos Estados Unidos, segundo uma empresa de leilão. A Heritage Auction Galleries, empresa que leiloou o livro afirmou que o exemplar de capa mole, foi um dos 200 primeiros que foram impressos e é uma raridade. O livro Harry Potter e a pedra filosofal, inclui um autógrafo da autora JK Rowling. A empresa estimava que o livro, de 223 páginas, seria vendido por US$ 12 mil (cerca de R$ 28,1 mil). O lance vencedor superou as expectativas.

10 março 2009

Livros feitos no celular passam do digital para o impresso

O primeiro romance de Yume-Hotaru, best-seller nas livrarias japonesas, foi escrito inteiramente com os polegares do autor. O escritor, que prefere ser identificado por Yume-Hotaru - vaga-lume, em japonês - começou a escrever o livro em seu celular em 2007. No intervalo das aulas, no ônibus ou antes de dormir, ele escrevia frases no teclado de seu telefone e mandava cada uma diretamente para o site de rede social móvel Mobage-town. Quanto mais frases Yume-Hotaru postava, mais popular sua história se tornava. Logo após ganhar um prêmio, diversos editores o convidaram para publicar, em papel, seu livro digital. Já no início de 2008, o romance First Experience, sobre amor e sexo na escola, era um dos títulos mais vendidos em uma das maiores livrarias de Tóquio. Desde que surgiu no Japão, há quase uma década, os romances feitos em telefones celulares deixaram de ser um subgênero pouco conhecido e passaram a integrar um fenômeno literário. Sites de histórias feitas em telefones móveis começaram a ser lidos por bilhões de usuários mensalmente, enquanto editores passaram a vender milhões de cópias de livros que foram transpostos do meio digital para o impresso.

2 março 2009

Livros islâmicos despertam temor na Indonésia

Em uma pequena livraria localizada em uma ruazinha da cidade de Solo, os jovens funcionários, usando solidéus verdes idênticos e cavanhaques ralos, estão armazenando livros com títulos como Waiting for the Destruction of Israel e Principles of Jihad. Eles trabalham em silêncio, ouvindo a pregação de um feroz líder religioso islâmico pelo sistema de som da loja. O sermão é entremeado por ruídos de metralhadoras. Muitas das editoras apoiam abertamente os objetivos ideológicos do Jemaah Islamiyah, uma rede proscrita de terrorismo no Sudeste Asiático que foi implicada na maioria dos atentados terroristas realizados na Indonésia. As editoras, cerca de 12 até o momento, ainda têm perspectivas de venda e influência limitadas. Livros radicais em geral não vendem bem na Indonésia, onde vasta maioria dos 240 milhões de habitantes praticam uma variante moderada do islamismo. Ainda assim, as editoras atraíram as atenções dos especialistas em combate ao terrorismo, que temem que elas representam uma prova de até que ponto o movimento Jemaah Islamiyah é resistente e conta com conexões na sociedade do país.

10 fevereiro 2009

Site promove adoção de palavras à beira da extinção

Novas palavras são incorporadas ao nosso vocabulário diariamente. Entretanto, outras acabam caindo em desuso. Para evitar isso, um site estimula a adoção de uma palavra pouco utilizada para que ela não suma do dicionário, noticiou o Lifehacker. O "Save the Words" é uma iniciativa da Oxford University Press, que relata que centenas de palavras da língua inglesa já estão extintas e sequer são reconhecidas pelo corretor ortográfico dos programas de edição, como o Microsoft Word ou o navegador Firefox. Para encontrar que termos devem figurar no site, dicionaristas passam horas pesquisando o uso de palavras, e selecionando aquelas que foram esquecidas pela sociedade. Ao navegar pelo site, centenas de palavras são dispostas na janela do navegador, como se fossem uma colagem de recortes de revistas. Ao passar o mouse sobre cada uma delas, as palavras "gritam" pelo alto-falante do PC, chamando o internauta para que as adote. Para acessar o site, basta entrar em savethewords.org.

4 fevereiro 2009

Digitalização de livros gera polêmica

Em 2002, o Google começou a beber o milkshake do mundo dos livros. Na época, segundo a história oficial do gigante de buscas na web, ele começou um "projeto secreto de livros". Hoje, o projeto é conhecido como Pesquisa de Livros do Google e, com o suporte de um acordo jurídico, promete transformar a forma pela qual a informação é coletada: quem controla a maioria dos livros; quem tem acesso a esses livros; como o acesso será vendido e alcançado. Em outras palavras, haverá sangue. Como os barões do petróleo no final do século XIX, o Google está sedento por uma matéria-prima vital - conteúdo digital. Nas palavras de Daniel J. Clancy, diretor de engenharia da Pesquisa de Livros do Google, "o núcleo do nosso negócio é busca e descoberta, e buscas e descobertas melhoram com mais conteúdo." O problema é que, a "propriedade" sendo invadida é representada por direitos autorais e outros tipos de posse. Haverá processos. Para acadêmicos que acompanham a natureza dinâmica do conteúdo da internet, sem mencionar os funcionários do Google, a ideia do Google como um barão industrial é fantasiosa. O Google não tem interesse em controle de conteúdo, e nos poucos casos em que cria seu próprio conteúdo - mapas ou informação financeira, por exemplo - ele procura torná-lo disponível gratuitamente.

4 fevereiro 2009

Google quer ampliar oferta de livros

Desde que o Google começou a digitalizar livros impressos há quatro anos, acadêmicos e outros com interesses especializados têm conseguido acessar diversas informações perdidas em estantes empoeiradas de bibliotecas e sebos. Segundo Dan Clancy, diretor da engenharia da busca de livros do Google, todo mês os usuários acessam pelo menos 10 páginas de mais da metade do um milhão de livros sem direitos autorais que o Google colocou em seus servidores. Um acordo em outubro com autores e editoras que haviam entrado com dois processos sobre direitos autorais contra o Google permitirá que os usuários leiam uma coletânea ainda maior de livros, incluindo muitos que continuam sob proteção de direitos autorais. O acordo, que ainda precisa ser aprovado por um juiz neste ano, também abriu caminho para que ambos os lados lucrassem com as versões digitais dos livros. A exata oportunidade comercial que o acordo representa é desconhecida, mas poucos esperam que ela gere lucros significativos a qualquer autor individual.

7 janeiro 2009

Campanha pela conservação do livro didático

O Ministério da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela compra e distribuição dos livros didáticos para os alunos das redes públicas de ensino fundamental e médio, lançaram nesta semana uma campanha nacional para conscientizar alunos, pais, professores e diretores da importância da boa conservação dos exemplares e de sua devolução à escola no fim do ano. Confeccionado com uma estrutura física resistente, cada exemplar tem durabilidade prevista de três anos, ou seja, deve ser utilizado por três estudantes em três anos consecutivos. Além de prejudicar estudantes, a má conservação dos livros e a falta de devolução ocasionam gastos para o governo federal. Segundo levantamento feito pelo FNDE, as maiores perdas ocorrem na região Norte, onde 16,5% dos exemplares são perdidos a cada ano, seguida do Nordeste, com 14,9%, do Centro-Oeste (12,1%) e do Sudeste (11,4%). A região Sul, onde a perda é de 7,2%, está bem abaixo da média nacional, que é de 13%. "Esses números são os que usamos para a reposição do livro didático todos os anos. Se os estados e municípios não conseguirem uma devolução considerável, os estudantes podem ficar sem material", afirma Sônia Schwartz, coordenadora-geral dos programas do livro do FNDE.

10 dezembro 2008

Marido de Amy exige dinheiro do empresário da cantora

Blake Fielder-Civil, marido de Amy Winehouse, quer mais de 1 milhão de euros para manter os detalhes do casamento com a cantora em segredo, segundo o site Female First. O músico teria ameaçado escrever um livro, no qual contaria tudo sobre o relacionamento dele com Amy, caso o empresário dela não pague o valor exigido. "Ele é muito falso. Ele só quer dinheiro, é movido a dinheiro", disse uma fonte ao jornal britânico News of the World.

8 dezembro 2008

Livro de História causa polêmica na Coréia do Sul

Para os críticos conservadores, a versão que um popular livro de História apresenta sobre a maneira pela qual, em 1945, forças militares soviéticas e norte-americanas assumiram o controle da Coréia, até então exercido pelos colonizadores japoneses, exemplifica tudo que existe de errado na maneira pela qual a História da Coréia do Sul é ensinada aos jovens modernos do país. Os fatos que ninguém disputa são que, ao final da Segunda Guerra Mundial, os soviéticos ocuparam a porção norte da Coréia e instalaram nela um governo comunista leal a Moscou, enquanto na metade sul do país uma administração militar norte-americana assumia o controle. Mas depois disso o livro escolar segue em uma direção que desperta ojeriza entre os conservadores. O texto argumenta que, depois da ocupação japonesa, em lugar de uma Coréia livre e autônoma, surgiu nova ocupação por potências estrangeiras. "Não foi a nossa bandeira nacional que foi hasteada em substituição à japonesa", afirma o livro, publicado pela Kumsung Publishing. "A bandeira que subiu foi a dos Estados Unidos. Nossa libertação por intermédio da vitória das forças aliadas nos impediu de construir um novo país de acordo com os nossos desejos".

19 novembro 2008