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Digitalização de livros gera polêmica

04 de fevereiro de 2009
2 min de leitura
Google

Em 2002, o Google começou a beber o milkshake do mundo dos livros. Na época, segundo a história oficial do gigante de buscas na web, ele começou um “projeto secreto de livros”. Hoje, o projeto é conhecido como Pesquisa de Livros do Google e, com o suporte de um acordo jurídico, promete transformar a forma pela qual a informação é coletada: quem controla a maioria dos livros; quem tem acesso a esses livros; como o acesso será vendido e alcançado. Em outras palavras, haverá sangue. Como os barões do petróleo no final do século XIX, o Google está sedento por uma matéria-prima vital – conteúdo digital. Nas palavras de Daniel J. Clancy, diretor de engenharia da Pesquisa de Livros do Google, “o núcleo do nosso negócio é busca e descoberta, e buscas e descobertas melhoram com mais conteúdo.” O problema é que, a “propriedade” sendo invadida é representada por direitos autorais e outros tipos de posse. Haverá processos. Para acadêmicos que acompanham a natureza dinâmica do conteúdo da internet, sem mencionar os funcionários do Google, a ideia do Google como um barão industrial é fantasiosa. O Google não tem interesse em controle de conteúdo, e nos poucos casos em que cria seu próprio conteúdo – mapas ou informação financeira, por exemplo – ele procura torná-lo disponível gratuitamente.

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