O samba não é justo
Jornalista lança livro sobre desfiles de carnaval que fizeram história, mas não levaram
A seleção brasileira de 1982, sob o comando de Telê Santana, encantou o mundo na Copa da Espanha. Mas não foi campeã mundial. A vida nem sempre é justa, inclusive no desfile das escolas de samba. “O critério do júri oficial nem sempre coincide com a emoção do público. E um dos melhores exemplos é a Beija-Flor, de 1989, com o Cristo Mendigo. É quase unânime que foi o desfile de maior impacto que a Sapucaí já viu. Mas a escola, como se sabe, foi vice”, diz Marcelo de Mello, o jornalista do ramo do samba que lançará Por que perdeu? Dez desfiles derrotados que fizeram história, pela Record, em janeiro. Outra injustiça ocorreu com a Unidos da Tijuca, que apareceu na avenida com o surpreendente Carro do DNA, em 2004. Naquele ano, apesar de todo o burburinho causado pela alegoria, quem abocanhou o primeiro lugar foi a Beija-Flor com o enredo Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa… que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz. O desfile de Paulo Barros ficou em segundo lugar. Mas é justamente ele que não sai da cabeça da gente quando se fala em inovação dos carros alegóricos.
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