Livros feitos no celular passam do digital para o impresso
O primeiro romance de Yume-Hotaru, best-seller nas livrarias japonesas, foi escrito inteiramente com os polegares do autor. O escritor, que prefere ser identificado por Yume-Hotaru – vaga-lume, em japonês – começou a escrever o livro em seu celular em 2007. No intervalo das aulas, no ônibus ou antes de dormir, ele escrevia frases no teclado de seu telefone e mandava cada uma diretamente para o site de rede social móvel Mobage-town. Quanto mais frases Yume-Hotaru postava, mais popular sua história se tornava. Logo após ganhar um prêmio, diversos editores o convidaram para publicar, em papel, seu livro digital. Já no início de 2008, o romance First Experience, sobre amor e sexo na escola, era um dos títulos mais vendidos em uma das maiores livrarias de Tóquio. Desde que surgiu no Japão, há quase uma década, os romances feitos em telefones celulares deixaram de ser um subgênero pouco conhecido e passaram a integrar um fenômeno literário. Sites de histórias feitas em telefones móveis começaram a ser lidos por bilhões de usuários mensalmente, enquanto editores passaram a vender milhões de cópias de livros que foram transpostos do meio digital para o impresso.
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