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JB Online

Graciliano Ramos é debatido em Guadalupe

O fotógrafo do Jornal do Brasil Evandro Teixeira dividiu com o filme Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos, e a obra literária homônima, de Graciliano Ramos (1892-1953), as atenções no cinema Ponto Cine, em Guadalupe (Zona Norte do Rio), onde foi lançado, na noite de domingo, o projeto Cine Literário, que visa aproximar o público cinematográfico da literatura brasileira. Com Nelson Pereira impedido de comparecer por um pequeno problema de saúde, coube a Evandro debater com os 75 espectadores que haviam acabado de assistir à projeção do clássico Vidas secas. O fotógrafo falou de sua viagem de três meses pelos sertões de Alagoas e Pernambuco, no ano passado, quando seguiu os passos de Graciliano Ramos sete décadas depois. Das fotos que tirou, resultou o livro Vidas secas - 70 anos (Record).

11 agosto 2009

Talentos: 61 poetas classificados para a 2º fase

Poetas de 31 cidades de 12 Estados brasileiros estão classificados para a segunda fase de Talentos, o maior concurso de poesias da internet brasileira, que vai distribuir R$ 9 mil em prêmios em dinheiro. A lista de 70 trabalhos submetidos no site e escolhidos pela Comissão Julgadora inclui, também, uma concorrente de Viana do Castelo, cidade de pouco menos de 40 mil habitantes do Norte de Portugal. Talentos recebeu, no total, 1.252 poesias inscritas, de 626 autores - sete deles do exterior, cinco de Portugal e dois da Suíça. Agora, das 70 poesias classificadas, serão escolhidas dez para disputar o turno final de Talentos. É a rodada que vai escolher as três vencedoras, que receberão os prêmios de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 1 mil. A lista das dez será anunciada no próximo dia 5 de agosto. E as três vencedoras, no dia 12 de agosto.

30 julho 2009

Livro diz que Jimi Hendrix foi assassinado

Considerado um dos guitarristas mais influentes da história, Jimi Hendrix pode ter sido assassinado. Segundo o livro Rock Roadie, escrito por James Tappy Wright, ex-roadie do músico, o americano foi alvo de uma conspiração movida por seu empresário, Mike Jeffery. Segundo o site NME, Wright afirma que Jeffery teria confessado o assassinato de Hendrix ao roadie dias antes de sua própria morte em um acidente de avião. De acordo com o autor do livro, “o guitarrista valia mais morto do que vivo para ele”. John Bannister, médico que estava de plantão na noite da morte do guitarrista, 18 de setembro de 1970, diz que a versão do roadie é "plausível". Ao atender o músico no Hospital St. Mary Abbots, o médico se surpreendeu com seu estado. “A quantidade de vinho que tinha no corpo dele era extraordinária. Além da bebida na sua camisa e no cabelo, havia muito líquido nos seus pulmões e estômago. Nunca vi tamanha quantidade” disse o médico ao jornal The Times. (Portal Terra)

22 julho 2009

Editora cresce com panela autoral

Tudo começou em 2005, quando o espanhol Enrique Vila-Matas, até então pouco conhecido por aqui, conquistou leitores ávidos por seu estilo inventivo. A pedido da casa editorial que o trouxe, a paulista Cosac Naify, o escritor recomendou que apresentassem, na edição seguinte da Flip, o francês Olivier Rolin. Este, por sua vez, deu em 2006 a dica do argentino Alan Pauls. Pauls, simpático e boa-pinta, foi um dos queridinhos da Flip em 2007. E foi ele quem indicou, para 2008, o alemão Ingo Schulze – um cabeludo extrovertido que conquistou a plateia no ato. Com esse inventivo telefone sem fio, a editora criou um mecanismo para, a cada Flip, fugir do óbvio. Agora, em sua 7ª edição, a Cosac Naify dá mostras de que cresceu – e pretende crescer ainda mais – no festival. Desta vez, alugou um confortável casarão no centro histórico, espécie de quartel general para seus autores e editores. E trouxe novamente um dos nomes mais originais da programação principal, o mexicano Mario Bellatin – que, repetindo o que aconteceu com Vila-Matas e Pauls – não é ainda muito conhecido do público brasileiro.

4 julho 2009

Três epigramas de Manuel Bandeira

Se Manuel Bandeira não foi o maior poeta brasileiro – ele próprio considerava Carlos Drummond de Andrade como tal – foi, sob mais de um aspecto, o mais completo. Alcançou o romantismo e foi romântico a vida inteira, como recordou, em 1945, no poema significativamente intitulado “Sextilhas românticas”. Seu primeiro livro – A cinza das horas (1917) – está cheio de poemas simbolistas. E a partir de 1919, quando publicou Carnaval, passou a escrever poemas modernistas. Em Mafuá do malungo – a joia gráfica impressa em 1948 por João Cabral de Melo Neto em sua gráfica manual de Barcelona – foram reunidos os versos de circunstância de Manuel Bandeira. No livro de 1960, Estrela da tarde, estão os experimentos bandeirianos no concretismo, o movimento lançado em São Paulo pelos eruditos irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Edson Nery da Fonseca é Biblioteconomista, autor de Alumbramentos e perplexidades, uma análise das influências na obra de Manuel Bandeira.

4 julho 2009

Ana Paula Maia escreve novelas

Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos (Record, 160 pp., R$ 29), de Ana Paula Maia, reúne duas novelas povoadas por seres humanos simples e, portanto, reduzidos a sua essencialidade: trabalhar, comer, beber, jogar, fazer sexo e matar. É um mundo de pobreza extrema, em todos os sentidos. Desprovidas de quaisquer transcendências, as personagens sobrevivem dia após dia após dia como se não houvesse mais nada. E parece mesmo que não há. Na novela que dá título ao livro, na qual o leitor se move entre rinhas de cachorros e porcos e seres humanos abatidos, Edgar Wilson é um desses personagens-esfinge, alguém que não faria feio em um romance de David Goodis. Ele vai de chiqueiro (humano ou não) em chiqueiro fazendo os seus trabalhos. Suas funções compreendem desde o básico (transportar e abater porcos) até o, digamos, complexo (auxiliar um amigo, Gerson, a recuperar um rim que doara para uma irmã ingrata, ou tomar parte de um falso sequestro que termina de maneira tragicômica).

3 julho 2009

Mesas mais disputadas

As calçadas em pé-de-moleque de Paraty esperam presenças ilustres, como o pai do new jornalism, Gay Talese, o português António Lobo Antunes – que oferece uma oportunidade raríssima aos brasileiros para que conheçam pessoalmente seu jeitão de poucos amigos – e o mexicano Mario Bellatin, uma das vozes mais originais na literatura latino-americana hoje. Competindo com os dois está Chico Buarque e seu Leite derramado. O escritor e compositor, aliás, inaugura nesta Flip, ao lado de seu colega de mesa, o amazonense Milton Hatoum, a era dos repetecos: ambos se apresentaram em outras edições da festa que, até então, não havia repetido suas atrações principais. Com tanta concorrência, Manuel Bandeira, o grande homenageado desta edição da Flip, aparece pouco na programação, embora esteja bem representado na mesa que reúne poetas da geração atual (Angélica Freitas, Eucanaã Ferraz e Heitor Ferraz). Foto: Luciana Serra

1 julho 2009

A resposta final de Raymond Carver

É sabido que o escritor americano Raymond Carver nunca gostou das alterações feitas pelo editor Gordon Lish em seu primeiro livro de contos, O que falamos quando falamos de amor, publicado em 1981. A velha polêmica ganhou enfim uma resposta no final do ano passado, com a publicação nos Estados Unidos de Beginners, a versão original de O que falamos..., sem as alterações de Lish – lançada contra a vontade da antiga editora de Carver e por iniciativa de Tess Gallagher, viúva do autor, a partir dos originais encontrados por dois acadêmicos americanos numa biblioteca da Universidade de Indiana. O livro chega agora ao Brasil sob o título de Iniciantes (Companhia das Letras, 304 pp., R$ 49 Trad. Rubens Figueiredo). Lish cortou mais da metade do texto original, dando uma voz econômica à prosa de Carver, cujo estilo seco e enxuto ironicamente acabou não só consagrando o autor, como lançando um novo padrão literário. Depois de romper com o editor, o escritor continuou uma carreira brilhante até sua morte, em 1988.

21 junho 2009

Brasil deve fazer mais pelo português

O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, afirmou que o Brasil precisa fazer mais para divulgar a língua portuguesa no mundo. A declaração foi dada à Rádio ONU nesta terça-feira, antes da participação dele num seminário sobre o idioma na Assembleia da República em Lisboa. De acordo com o escritor angolano, o Brasil deveria seguir o exemplo de Portugal na difusão da língua. No ano passado, o Parlamento do país aprovou uma política de promoção do idioma no mundo. A iniciativa foi depois endossada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Mas de acordo com José Eduardo Agualusa, o Brasil ainda não se deu conta da relação entre língua e poder político na hora de divulgar o seu próprio idioma. “O Brasil não está fazendo o que Portugal está, por exemplo. Portugal tem o Instituto Camões cujo objetivo é exatamente o de promover a língua portuguesa no mundo e o Brasil não tem nada equivalente”, afirmou.

16 junho 2009

Ilustradores rejeitam oferta do Google

Quando os representantes do Google convidaram recentemente dezenas de artistas famosos para contribuir com trabalhos a serem expostos no navegador, a empresa vendeu a ideia como uma oportunidade para ter as obras de arte mostradas para milhões. Alguns como Gary Taxali, contudo, não ficaram impressionados. Taxali, ilustrador que mora em Toronto cujo trabalho apareceu em publicações como Time, Newsweek e Fortune, recebeu uma ligação em abril de um integrante do departamento comercial do Google. Taxali diz que um representante do Google explicou que o projeto vai permitir que os usuários customizem as páginas do Google Chrome com temas criados por artistas. “A primeira pergunta que fiz foi: “Qual é valor do trabalho?”, recorda Taxali. O ilustrador desistiu quando soube que o Google não ia pagar nada. Nas semanas posteriores, uma onda de indignação em relação ao Google se intensificou entre seus colegas, que ficam conectados por meio do site Drawger.

16 junho 2009