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JB Online

O veneno da víbora

Aos 86 anos, o sergipano Joel Silveira, conhecido como A Víbora por suas contundentes reportagens, não pode mais ir para a rua. Fica em casa. O apartamento, no edifício Yedda da movimentada Rua Sá Ferreira, em Copacabana, tem sido há meses o único ambiente em que ele circula. Joel tem dedicado seus dias a ver televisão, ao lado da esposa, Iracema, dois anos mais jovem: "Eu me casei aos 19 anos, então, já fizemos todas as bodas possíveis. Só falta a de césio ou plutônio". Na mesa da sala, quatro douradas empadinhas trazidas por Conceição, que trabalha na casa, ficam intocadas. Para beber, Pepsi. "Uísque é para beber conversando. Beber sozinho é coisa de alcoólatra. Como todos os meus amigos estão no São João Batista, não bebo há muito tempo", explica. Em pouco mais de duas horas, Joel Silveira, que cobriu a 2ª Guerra Mundial pelos Diários Associados e trabalhou nos principais jornais do país, falou sobre as eleições no Brasil e nos EUA e contou histórias, muitas, sempre saborosas, como deveriam ser as empadinhas que o bom papo não permitiu comer. Joel, que já lançou dezenas de livros, tanto de ficção quanto de reportagem, acaba de mandar para as livrarias A feijoada que derrubou o governo (Companhia das Letras, 216 pp., R$ 37), com 17 perfis e reportagens sobre a política nacional.

8 novembro 2004

Siciliano cria Olivrinho para campanha educativa

A Luminas desenvolveu a campanha educativa "Quem não cuida do livro sempre perde o melhor da história" para a Siciliano homenagear as crianças durante o mês de outubro e incrementar o consumo de publicações infantis. Com a proposta de estimular a leitura e a conservação dos livros, a agência criou o personagem Olivrinho, uma publicação que será entregue a todas as crianças e adultos que adquirirem obras das editoras Caramelo, Edelbra, Larousse e Melhoramentos, patrocinadoras da ação. Com abrangência nacional, a campanha está presente em todas as lojas da rede.

12 outubro 2003

Mulher-Maravilha reciclada

Se na época do boom dos discursos feministas, lá pelos anos 60, a Mulher-Maravilha - que nasceu em 1941, em história escrita pelo psicólogo William Moulton Marston -, com seu jeitão de mocinha comportada, já era uma personagem datada, imagine então no mundo pós-moderno da correção política. Entretanto, dispostos a não perder dinheiro, os editores da famosa heroína buscaram todas as maneiras para mantê-la com sucesso de vendas. Chamaram até um desenhista nacional, o paraibano Mike Dedoato, para dar a suas partes calipígias um quê de brasilidade. Nada deu certo. Até que o perturbador álbum Hiketeia (Panini, 100 pp, R$ 7,50), que acaba de ser lançado no país, chegou ao mercado. Mesmo sem ser um best-seller, Hiketeia foi o remédio mais eficaz que a editora DC Comics encontrou para reciclar a Mulher-Maravilha. Escrito por Greg Rucka, o gibi é uma aula de ética que contou com o traço inspirado de J. G. Jones, tradutor, de maneira incisiva, do tom de absurdo do roteiro. Além de realçar a sensualidade da moreníssima princesa Diana.

7 fevereiro 2003

Números e literatura

Ricardo Boechat informa que as poesias de Patativa do Assaré estarão mais acessíveis ao público a partir do fim deste mês. A Telelistas vai inserir trechos das obras do escritor, falecido dia 8 de julho, nas listas telefônicas por ela publicadas em 250 diferentes regiões do país.

9 agosto 2002