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Diário Digital (Portugal)

APEL propõe abertura da Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro de Lisboa do próximo ano apresentará um novo plano com pavilhões modernos, contemplando a diferenciação, e deverá abrir em 23 de abril, segundo a proposta apresentada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) à Câmara de Lisboa. Em declarações à Lusa, o presidente da APEL, Rui Beja, informou que a proposta de “modernização e renovação” da Feira do Livro foi já entregue à Câmara de Lisboa. “Abrir a Feira no Dia Mundial do Livro tornará a inauguração um grande evento cultural como pretendemos para a grande festa do livro que é a feira”, sublinhou. Referindo-se à “diferenciação de pavilhões”, Rui Beja frisou que esta “terá regras em prol de uma desejada harmonização”. “Há constrangimentos naturais como as copas das árvores, corredores de segurança, e acessibilidades”, assinalou. A proposta apresentada, segundo o mesmo responsável, inclui “um aumento da área de restauração, mais qualificada, uma mini-feira do livro infanto-juvenil, melhorias dos acessos, instalações sanitárias, e sinalética”.

4 dezembro 2008

Guia Michelin para Hong Kong e Macau

A Michelin lança na sexta-feira o seu guia de restaurantes para Macau e Hong Kong, no qual atribui três estrelas a um restaurante de cada uma das regiões administrativas especiais da China. Com o lançamento oficial do Guia, a Michelin fecha a segunda análise asiática depois de ter lançado em novembro de 2007 um livro sobre a capital japonesa. O Guia será publicado em inglês e chinês tradicional e resulta do trabalho de 12 inspetores que desde o final de 2007 estiveram em Macau e Hong Kong e visitaram cerca de 1.200 estabelecimentos como explicou o diretor dos Guias, Jean-Luc Naret.

3 dezembro 2008

Associação Portuguesa de Escritores premia Ondjaki

O escritor angolano Ondjaki (pseudónimo de Ndalu de Almeida), autor de Os da minha rua, vai ser galardoado no dia 4 de dezembro, no Centro de Estudo Camilianos, em Vila Nova de Famalicão, com o prêmio Conto Camilo Castelo Branco, distribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela Câmara de Famalicão. A cerimônia de entrega do prêmio ocorre às 18h, na Casa de Camilo, e contará com a presença do galardoado e do presidente da APE, Armindo Costa. A obra Os da minha rua foi publicada em 2007 pela Editorial Caminho e é agora objeto do prêmio de 5 mil euros, resultante de um protocolo estabelecido entre a APE e a CM de Famalicão [No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Língua Geral, 168 páginas e custa R$ 32].

2 dezembro 2008

Gonçalo M. Tavares assina contrato com editora francesa

Gonçalo M. Tavares assinou um contrato com a editora francesa Viviane Hamy para a publicação de sete ou oito livros, entre os quais uma tetralogia de romances, disse o escritor à Lusa. A editora Viviane Hamy, que publicou o romance Jerusalém e O Senhor Valery, parece ter uma especial queda para as letras portuguesas ou relacionadas, tendo editado O incêndio do Chiado, de François Vallejo, passado na capital portuguesa. Lisboa, aliás, será o cenário de algumas dessas obras, revelou Gonçalo M. Tavares à Lusa. “Lisboa é uma cidade extraordinária. Tenho um projeto de fazer uma ficção inspirada em Lisboa”, disse o escritor sobre o próximo trabalho que, possivelmente, incluirá também as cidades de Estocolmo, Helsínquia, Nova Iorque e Buenos Aires.

11 novembro 2008

Rushdie: Tribunal condena por falsidade autores de livro

O escritor Salman Rushdie recebeu nesta terça-feira, dia 26, formalmente no Supremo Tribunal de Londres desculpas dos autores e da editora de um livro difamatório sobre o tempo em que, por ter sido ameaçado de morte, esteve sob proteção policial. O ex-polícia Ron Evans, que trabalhou como motorista da equipa da secção especial da polícia encarregada de proteger Rushdie, fez 11 falsas alegações contra o autor no livro On Her Majestys Service. O livro deveria ter sido lançado em princípios de agosto, mas a sua publicação foi atrasada depois de serem divulgados alguns capítulos no jornal The Mail on Sunday e de Rushdie ter se inteirado do seu conteúdo. A editora, John Blake Publishing Ltd, destruiu os 4.000 exemplares impressos ao aperceber que a obra continha várias falsidades.

27 agosto 2008

Noah Gordon diz que não voltará a escrever romances

O escritor norte-americano Noah Gordon, 81 anos, anunciou que não vai escrever mais romances por receio de não os poder acabar, noticiou a edição alemã da revista Vanity Fair. “Já não voltarei a começar um novo romance apesar de com o passar dos anos ter cada vez mais idéias, mas as minhas obras têm entre 500 e 700 páginas e seria muito aborrecido morrer e ficar pelas 250”, afirmou o escritor, segundo o jornal El Mundo, que cita a revista. Autor de obras como O Médico e O Último judeu, Gordon revelou que agora se vai dedicar aos contos e à poesia.

21 agosto 2008

Salman Rushdie ameaça processar editora

Salman Rushdie ameaçou a editora britânica John Blake Publishing com um processo judicial, caso esta não cancele a publicação de um livro da autoria de um agente policial que foi seu antigo guarda-costas. Na obra, intitulada On Her Majestys Service, com publicação prevista para a próxima semana, Ron Evans traça um retrato demolidor da personalidade do escritor, descrevendo-o como um homem insuportável, ao ponto de a equipe de segurança o ter, um dia, "fechado num armário" para poder "respirar". Os agentes teriam, então, ido a um pub, só retirando Rushdie do armário no regresso a casa. Ron Evans - que integrou a equipa de guarda-costas do escritor no rescaldo da publicação de Versículos Satânicos e da fatwa de nove anos que se seguiu - faz no seu livro um sem-número de revelações sobre alegadas desavenças domésticas entre Rushdie e os agentes que então o protegeram.

3 agosto 2008

Grafia utilizada pode comprometer Língua

Um Acordo Ortográfico, por mais imaginativo que fosse, dificilmente conseguiria acompanhar o uso que os adolescentes fazem do Português, pois transformam-no até ficar irreconhecível, podendo, na opinião de alguns docentes, comprometer o futuro da Língua. “Esta nova linguagem não tem regras, pois os adolescentes tanto usam o x para substituir ss, ch e os como no lugar do ç, havendo palavras que ficam bastante diferentes das originais, como tamx (estamos) ou kuraxao (coração)”, contou Rosário Antunes, professora de Português. Atualmente a exercer no Estabelecimento Vilamar (Funchal) - depois de ter passado por Castelo de Paiva, Lousã, Portalegre e pela Ilha de Porto Santo - a docente, de 29 anos, contou à agência Lusa que "uma palavra como qualquer passou, na sua forma abreviada, a escrever-se kk, ao passo que quando se tornou kd". Segundo outra docente, Conceição Pereira, professora de Biologia na Escola Secundária Dom Manuel Martins, em Setúbal, a intenção dos miúdos será poupar letras mas as palavras acabam por se transformar num código que parece não fazer sentido, é muito difícil decifrá-lo.

30 julho 2008

Biblioteca da Universidade de Coimbra e Google assinam acordo

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) é a primeira de Portugal a aderir ao sistema de pesquisa de livros do Google, disponibilizando 600 obras no âmbito de uma parceria com a empresa norte-americana. “Somos a primeira biblioteca do país a fazer um acordo com o Google. Vão ser digitalizadas as 600 obras de edição própria que vão ficar disponíveis a utilizadores de todo o mundo”, disse à agência Lusa Carlos Fiolhais, diretor da BGUC. O acervo da Biblioteca Geral que, numa primeira fase, vai ser disponibilizado pela ferramenta de pesquisa de livros associado ao motor de busca, integra monografias, separatas e publicações periódicas de grande interesse histórico-cultural e prestígio, como os Acta Universitatis Conimbrigensis e a Revista da Universidade de Coimbra. “Algumas edições estão esgotadas, outras são muito raras e difíceis de encontrar. O Google vai ter os conteúdos integrais, permite a qualquer utilizador ir ao interior da obra”, acrescentou.

23 julho 2008

Livro sobre o Antigo Egito contra excessos

O catedrático José das Candeias Sales reuniu num livro vários artigos sobre o Egito Antigo com o intuito de dar a conhecer a produção científica portuguesa sobre o tema e combater os excessos dos egiptómanos. Intitulado Poder e iconografia no Antigo Egito, a obra procura - disse o autor à Lusa - demonstrar que há investigação científica portuguesa sobre esta matéria, apesar de pouco divulgada. A este propósito, o professor da Universidade Aberta evocou a longuíssima tradição de egiptologia que remonta a Leite Vasconcelos, que trouxe inúmeras peças para Portugal. Por outro lado, o livro pretende combater os egiptómanos que insistem em relacionar esta civilização com extraterrestres, ou dizer que os egípcios se guiavam pelas estrelas Oríon e Sirius, explicou José das Candeias Sales.

21 julho 2008