Publicidade
Voltar

Diário de Notícias (Portugal)

Portugal, país de poetas, não lê poesia

As vendas aumentam, mas editores e livreiros queixam-se de que o gênero é o que vende menos

24 março 2010

Vinicius de Moraes, enfim, promovido a embaixador

Afastado da carreira diplomática em 1968, o poeta terá promoção póstuma

11 fevereiro 2010

Lisboa deve apostar na rede livreira

Dois pilares são essenciais para a eleição da Capital do Livro

20 janeiro 2010

Feira do Livro do Porto começa nesta quarta

A 79.ª Feira do Livro do Porto, em Portugal, abre neste dia 27, quarta-feira, na Avenida dos Aliados com mais pavilhões, mais editoras, mais atividades para o público infanto-juvenil e um horário alargado. Segundo um estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o perfil de visitante da mostra são mulheres que planejam sua visita, indo mais de uma vez, tendo elaborado uma lista de compras. Tem 51 ou mais anos, formada, e exerce uma profissão intelectual e/ou científica. Gasta entre 21 a 80 euros e lê dois ou três livros por mês. Este ano, a Feira do Livro tem novos horários, muito em função dos resultados desta pesquisa, por ter sido um dos aspectos que os visitantes apontaram como sendo necessário melhorar. A mostra tem crescimento ainda das iniciativas dedicadas ao público infanto-juvenil, com eventos de promoção do livro e da leitura dedicados aos mais jovens e todos os dias. A feira abre às 12h30 nos dias úteis e às 11h nos feriados e fins-de-semana, fechando as portas às 20h, com exceção das sextas-feiras, fins-de-semana e vésperas de feriado, em que só termina às 23h. Nos dias 13 e 14 de junho, fecha à meia-noite.

27 maio 2009

Editar poesia é um mau negócio

A poesia é gênero em que as tiragens rondam 500 exemplares e só os grandes nomes chegam aos 2000. Para as editoras, é uma questão de prestígio. E de tentar não perder muito dinheiro. O dinheiro não chega nem para os autores nem para os editores. Jorge Reis Sá, que é poeta e editor (na Quasi), sabe isso como ninguém. Mas esta evidência não o faz desistir. Se a poesia é, como disse Eugênio de Andrade, "a festa suprema da língua", tem de valer a pena partilhá-la, mesmo que seja para uma elite, para um nicho de mercado, para umas poucas centenas de leitores.

21 março 2009

Livreiro vai processar PSP por abuso de autoridade

Escândalo. Alguns agentes da PSP (Polícia de Segurança Pública) de Braga (Portugal) apreenderam exemplares de um livro que reproduzia na capa um célebre quadro de Courbet, A Origem do Mundo. Por ordem da Direção Nacional a PSP de Braga vai devolver os livros apreendidos no domingo, na feira do livro. A justificação da Direção Nacional é que a obra em causa - Pornocracia, de Catherine Breillat, editada pela Teorema - "reproduz uma obra de arte". Por isso, " foi determinado o envio de uma comunicação ao Ministério Público para considerar sem efeito o respectivo auto" [de apreensão da obra]. Contatado pelo Diário de Notícias, o livreiro António Lopes, vítima da ação policial, comentou: "Não esperava outra coisa. Já me causaram problemas que cheguem." Salientou, porém, que mantém a queixa-crime contra os agentes, "por abuso de autoridade, atentado à liberdade e censura". [Clique aqui e veja a polêmica capa].

25 fevereiro 2009

Salão do Livro de Paris esquece Turquia em 2010

A edição de 2010 do Salão do Livro de Paris, que deveria ser dedicada à literatura da Turquia, vai se transformar provavelmente numa cerimônia de comemoração dos 30 anos de existência da mais famosa feira literária europeia. A presença dos editores e autores turcos já era dada como certa quando começaram os rumores sobre os inconvenientes de dedicar o Salão a um país com vários "perigos" incorporados: problemas nas negociações de adesão à União Europeia, a polêmica sobre o genocídio armênio e a questão do Curdistão. O Sindicato Nacional do Livro, organizador do Salão, nega os receios de perturbações (após a polêmica de 2008, quando Israel foi o país convidado) e um porta-voz disse apenas que tinha ficado decidido consagrar o Salão de 2010 à celebração do 30º aniversário do próprio Salão. A edição deste ano terá o México como país convidado.

29 janeiro 2009

Escritores homenageiam John Updike

Vários autores do mundo literário anglo-saxônico prestaram homenagem ao escritor americano John Updike, que morreu na terça-feira, aos 76 anos, vítima de câncer no pulmão, em Danvers (Massachusetts). No The Times, Philip Roth disse que o vencedor do Prêmio Pulitzer era "o maior homem de letras do nosso tempo, um tão brilhante crítico literário e ensaísta quanto romancista e contista". O seu compatriota, escritor Richard Ford declarou que "Updike era aquilo que um escritor deve ser. Uma pessoa que dedicou a sua vida à escrita, que não era um professor e, o mais importante de tudo, escreveu livros muito sérios que foram lidos por muitas pessoas." Do lado dos escritores ingleses, Ian McEwan escreveu sobre Updike no The Guardian para dizer que o antigo jornalista e colaborador fiel da revista The New Yorker era "o maior romancista a escrever em inglês na altura da sua morte".

29 janeiro 2009

O Nobel da literatura que os soviéticos tentaram evitar

Há 50 anos, em plena Guerra-fria, a Academia Sueca atribuía o Nobel da Literatura a Boris Pasternak por causa de um livro, uma história de amor entre um médico poeta e uma filha da aristocracia com a Revolução de Outubro como triste pano de fundo. Dr. Jivago tornou-se um dos romances mais populares do séc. XX, mas a União Soviética deixou o autor morrer sem colher os louros. Era uma vez outro tempo. Há meio século, numa era em que o mundo se dividia em dois e a literatura tinha tanta importância que os governos se sentiam ameaçados pelos escritores. Num gesto que, sem deixar de ser político, tinha a sua justificação literária, a Academia Sueca entregava o Nobel da Literatura a Boris Leonodovich Pasternak, poeta popularíssimo entre os russos que, em 1957, tinha conseguido contrabandear para o Ocidente um fresco desencantado sobre a União Soviética, com a Revolução de Outubro como pano de fundo.

4 dezembro 2008

Gramáticas com termos suspensos continuam à venda

Educação. Mais de um ano depois de a nova terminologia gramatical (TLEBS) ter sido suspensa no ensino básico, continuam à venda manuais e gramáticas adaptados a esse modelo. As editoras dizem que nunca lhes foi pedido que retirassem os títulos do mercado e consideram que devem ser as escolas a avisar as famílias. Numa aula do 7.º ano, TLEBS figurava em 1/2 das gramáticas. Na mesma aula de Português do 7.º ano, numa escola da Grande Lisboa, os manuais incluem termos que não estão em vigor. Os professores - pelo menos os mais informados - sabem que a TLEBS está suspensa até 2010, desde o ano letivo 2007/2008. Mas são confrontados com ela todos os dias. O problema é que, ao tentarem "ultrapassar" os desvios ao programa, recomendando o recurso à gramática em vigor, professores como os da escola citada pelo DN perceberam que, em certos casos, a confusão gerada pela TLEBS tinha um alcance muito superior ao previsto.

14 outubro 2008