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Editar poesia é um mau negócio

21 de março de 2009
1 min de leitura

A poesia é gênero em que as tiragens rondam 500 exemplares e só os grandes nomes chegam aos 2000. Para as editoras, é uma questão de prestígio. E de tentar não perder muito dinheiro. O dinheiro não chega nem para os autores nem para os editores. Jorge Reis Sá, que é poeta e editor (na Quasi), sabe isso como ninguém. Mas esta evidência não o faz desistir. Se a poesia é, como disse Eugênio de Andrade, “a festa suprema da língua”, tem de valer a pena partilhá-la, mesmo que seja para uma elite, para um nicho de mercado, para umas poucas centenas de leitores.

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