Como o marketing inventou a cozinha italiana
Publicado pela Todavia, 'As mentidas da nona' é um estudo bem-humorado das invenções, mentiras, histórias e verdades que criam uma tradição culinária
E se te contassem que o espaguete à carbonara não nasceu na Itália? Que as pizzarias são uma invenção americana e que o verdadeiro queijo parmesão só pode ser encontrado em Wisconsin, nos EUA? Ou que a culinária italiana que imaginamos tradicional não tem nem 50 anos de existência? As mentiras da nonna (Todavia, 208 pp, R$ 79,90 – Trad.: Alessandra Siedschlag) desafia as percepções estabelecidas sobre a origem da culinária italiana. Através de uma pesquisa meticulosa, o autor Alberto Grandi refuta mitos e revela, com uma boa pitada de humor, como a identidade alimentar do país foi construída ao longo dos anos. Os exemplos levantados por Grandi podem desconcertar muitos amantes das cantinas, pizzarias e trattorias: até a década de 1970, a pizza, na Itália, era tão exótica quanto o sushi. O espaguete à carbonara foi inventado pelas tropas americanas estacionadas na Itália durante a Segunda Guerra, e por aí vai. Aqui, o autor questiona o conceito de tradição para desmascarar os mitos mais famosos daquilo que conhecemos como “cozinha italiana”.
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