Seis décadas de história da diferenciação sexual
Livro conta história da expressão que substitui termos inadequados e estigmatizantes, ajudando a compreender essas variações como parte da diversidade humana
Diferenças de desenvolvimento sexual (DDS) é a expressão adotada pela medicina para se referir a pessoas que nascem ou se desenvolvem com características corporais que não se enquadram nos padrões típicos de feminino ou masculino. Em uso desde 2019, a expressão substitui termos inadequados e estigmatizantes, ajudando a compreender essas variações como parte da diversidade humana — um tema científico ainda pouco conhecido do grande público. Escrito por Ana Fukui, As diferenças de desenvolvimento sexual no Brasil (Edusp, 224 pp, R$ 54) aborda a história de seis décadas de tratamento das diferenças de desenvolvimento sexual no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, associando um panorama histórico e científico de descobertas da endocrinologia e dos cuidados com pacientes com essa condição à narrativa da trajetória de uma dessas pessoas, da infância à maturidade.
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