Bastidores da saúde pública na pandemia
Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz durante a pandemia do covid-19, revela os bastidores e os entraves políticos à vacinação em meio à maior crise sanitária dos últimos anos
Ainda há tempo (Civilização Brasileira, 420 pp, R$ 79,90) é o resultado da decisão de alguém que estava no olho do furacão durante a pandemia do covid-19: Nísia Trindade era presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) quando o cataclismo da saúde pública em escala mundial eclodiu, chegando posteriormente à posição de ministra da Saúde do governo Lula, entre 2023 e 2025. A pandemia foi uma espécie de trauma coletivo de toda a humanidade, e seus efeitos tiveram impactos ainda mais devastadores sobre os grupos sociais em situação de vulnerabilidade. Em Ainda há tempo, a pesquisadora, cientista política, socióloga e sanitarista Nísia Trindade traz um relato das ações desenvolvidas durante aqueles poucos anos que pareceram décadas: a coordenação das ações da Fiocruz e seu papel fundamental para viabilizar a vacinação no país.
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