USP realiza evento de homenagem a Ieda Lebensztayn
Sessão na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin terá depoimentos de amigos e parceiros de trabalho da autora
Uma sessão de homenagem à crítica literária Ieda Lebensztayn (1975-2026) está marcada para o próximo dia 1º de setembro, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária — São Paulo /SP), onde ela foi pesquisadora residente. O evento terá depoimentos de amigos e parceiros de trabalho da Ieda. Já confirmaram a presença nomes como Alcides Villaça, Marcos Moraes, Thiago Mio Salla, Fernando Paixão, Ivone Daré Rabello, Rodrigo Jorge e Hélio de Seixas Guimarães, um dos organizadores. Carmen Negreiros e Luciana Araújo Marques enviarão mensagens para serem lidas. Ao final, a ideia é abrir a sessão para quem mais quiser falar algumas palavras sobre a crítica literária. O evento está marcado para as 14h.
Ieda morreu aos 51 anos, no início de agosto. Ela era egressa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde graduou-se em Letras e obteve os títulos de mestra em Teoria Literária e doutora em Literatura Brasileira. Realizou também pós-doutorados no Instituto de Estudos Brasileiros e na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, onde foi pesquisadora residente.
“A Ieda, amiga das mais generosas, conciliava um senso de humor muito fino com uma doçura ímpar”, diz ao PublishNews o professor Hélio de Seixas Guimarães, que trabalhou com a autora em alguns livros. “Acreditava muito no papel humanizador e na dimensão ética da grande literatura. Foi uma tremenda trabalhadora e deixou muitas contribuições para a organização e estabelecimento de textos clássicos da literatura brasileira. Gostava de trabalhar em colaboração e era muito discreta, mas tinha voz própria. Deixou um conjunto importante de ensaios seus sobre Graciliano Ramos, Machado de Assis e outros autores de que gostava. Dispersos em revistas e livros, esses ensaios ainda precisam ser lidos em conjunto, para termos uma real dimensão da sua contribuição como crítica literária.”
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