As lideranças femininas na extrema direita
Livro conta sobre aquelas que transitam nos círculos de poder mais altos e que contribuíram decisivamente para a organização das forças reacionárias no Brasil
Foi tentando entender mais uma parte do quebra-cabeça em que se transformou a política e a sociedade brasileiras que as pesquisadoras Christina Vital da Cunha e Jaqueline Moraes Teixeira se juntaram em Mulheres e extrema direita no Brasil (Elefante, 150 pp, R$ 66), para analisar as lideranças femininas que apoiam a extrema direita brasileira, ou seja, aquelas que transitam nos círculos de poder mais altos e que contribuíram decisivamente para a organização das forças de extrema direita no Brasil. Embora essas mulheres tenham ganhado visibilidade, o gênero continua sendo um fator relevante na distribuição de poder. As declarações dos caciques partidários insistem em colocar as mulheres apenas como braços para o trabalho nas comunidades. Propostas como a substituição do voto individual por um modelo de “voto familiar”, embora façam parte da estratégia da extrema direita de continuar ditando a agenda midiática, também sinalizam as disputas internas discursivas e dentro dos partidos.
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