Uma dor que persiste sem diagnóstico definido
Marta Sanz reflete sobre a dor, a ansiedade, o envelhecimento, a vulnerabilidade econômica e a finitude da vida
Marta Sanz está em uma viagem de trabalho quando sente, pela primeira vez, uma dor aguda na clavícula. Sem um diagnóstico definitivo para o sintoma que persiste, a autora explora esse espaço de indeterminação para refletir sobre a dor, a ansiedade, o envelhecimento, a vulnerabilidade econômica e a finitude da vida, navegando com liberdade ensaística pelas zonas de atrito entre a medicina, a psicologia e a literatura. Imaginativo, mordaz e particularmente bem-humorado, Minha clavícula e outros imensos desajustes (DBA, 200 pp, R$ 82,90 — Tradução: Silvia Massimini Felix) é uma radiografia ― e um teste de esforço ― da mente de uma das autoras mais celebradas da Espanha na atualidade.
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