Da política à poesia, Casa Odisseu estreia na programação da Flipelô
Com curadoria do jornalista baiano Ewerton Ulysses Cardoso, espaço reuniu 18 autores em sete mesas e promoveu lançamentos de livros
Há cinco anos circulando na web, a revista de literatura O Odisseu estreou na programação oficial da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) com uma casa própria, que reuniu 18 autores em sete mesas entre os dias 6 e 8 de agosto, em Salvador. Com curadoria do jornalista Ewerton Ulysses Cardoso, editor da publicação, a Casa Odisseu recebeu escritores de diferentes estados, com forte presença de autores baianos, para conversas sobre literatura, política e poesia, além de lançamentos de livros.
Além de manter a Casa Odisseu durante os três dias, a revista levou seis jornalistas de sua equipe a Salvador para cobrir a festa literária para o seu portal. Atualmente, a revista trabalha com cerca de 30 colaboradores. Instalada no Espaço Cria, organização não governamental que desenvolve ações culturais voltadas a crianças e adolescentes na Bahia, a casa abriu a programação com a mesa Escrever um país, que reuniu Leandro Colling, Danichi Hausen Mizoguchi e Octávio Santiago para discutir diferentes perspectivas sobre o Brasil em ano eleitoral.
Entre os destaques esteve o primeiro lançamento de Nódoa, romance de estreia de Calila das Mercês, publicado pela Companhia das Letras. A programação também recebeu os lançamentos de Giz (Tinta Negra), de Henrique Rodrigues, O fim da conversa (P55 Edição), de Matheus Peleteiro, e A consagração do silêncio (Pepita), de Cilene Resende, além de uma mesa com Bethânia Pires Amaro, autora do livro de contos premiado O ninho e do romance Ressalga (ambos publicados pela Record), Breno Botelho e Guilherme Boldrin.
Na curadoria, Ewerton buscou combinar discussões contemporâneas com encontros dedicados à criação literária. “Quis fazer uma programação que tocasse em temas urgentes, como a mesa de abertura, que focou em temas mais políticos e ideológicos, e outros puramente literários, como a mesa que combinou lançamento de livros de poesia e a leitura dos próprios poemas numa espécie de sarau”, contou ao PublishNews.
O editor também destacou a presença de Calila das Mercês na programação. “Fiquei muito feliz de conseguir trazer Calila para o primeiro lançamento oficial de Nódoa, seu romance de estreia e que já é um dos grandes livros de 2026. E o que falar da mesa com Bethânia Pires Amaro, Breno Botelho e Guilherme Boldrin, em que o público lotou o espaço e ficou gente em pé? A programação inteira foi muito bem recebida pelo público da Flipelô”, avaliou o jornalista baiano, temporariamente radicado em Niterói, onde cursa mestrado em Estudos Literários na Universidade Federal Fluminense (UFF).
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