Estudo sobre a mortalidade
Geoff Dyer chama a atenção do leitor para perceber o novelo de criação e destruição que insufla vidas dedicadas a uma arte
Seja comentando as reescrituras intermináveis das letras de Bob Dylan, a indistinção entre as pinturas prontas e inacabadas de J.M.W. Turner, o “fim de linha” na obra tardia de John Coltrane ou o “fim do reinado da beleza” tenística representado pela aposentadoria de Roger Federer, em Os últimos dias de Roger Federer (Companhia das Letras, 352 pp, R$ 109,90 — Tradução: Denise Bottman), Geoff Dyer chama a atenção do leitor para perceber o novelo de criação e destruição que insufla vidas dedicadas a uma arte. Dyer soma às histórias de figuras célebres uma profusão de anedotas pessoais, sempre cheias de uma verdade existencial imediatamente reconhecível.
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