Os efeitos de ter a produtividade como marca de um estilo de vida
Autora mostra que o antiprodutivismo – a recusa de viver para produzir – é a semente que nos permite nutrir outras formas de existência
Em uma sociedade cansada, marcada pela intensificação do trabalho e pela gestão permanente de si, o tempo livre e o descanso passam a ser vistos como luxo, mas deveriam ser considerados nossos por direito. Em Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo (Planeta, 176 pp, R$ 59,90), Mariane Santana mostra que colocar limites na lógica do trabalho é um exercício revolucionário. Segundo a autora, o antiprodutivismo – a recusa de viver para produzir – é a semente que permite nutrir outras formas de existência. Com análises sobre a sociedade, articulando relatos de uma rotina automática e reflexões de grandes pensadores, este livro mostra a urgência de um modo de vida que possa ser definido pelo ócio, em que o tempo deixa de ser associado ao capital para ser afirmado como experiência de vida.
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