Estruturas raciais do capitalismo
Françoise Vergès recupera histórias e experiências que raramente ganham espaço na mídia ou nos relatos oficiais
Em Limpar o mundo (Ubu, 304 pp, R$ 89,90 — Trad.: Heci Regina Candiani), Françoise Vergès examina a limpeza como uma prática que revela e sustenta as estruturas do capitalismo racial. Ao mostrar como a divisão entre “limpo” e “sujo”, aplicada a corpos, casas, cidades e até ao planeta, nasce de lógicas coloniais, burguesas, de gênero e racializadas, a autora recupera histórias e experiências que raramente ganham espaço na mídia ou nos relatos oficiais. Em vez de tentar ajustar um sistema que produz resíduos, desigualdades e violência de forma contínua, Vergès propõe imaginar o que seria uma “limpeza decolonial”: uma prática orientada pelo cuidado com a terra e com todas as formas de vida.
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