Cíntia Chagas experimenta em livros com Manuela D’Ávila e de contos eróticos
Influenciadora lança 'A dor comum' (Editora Planeta), com Manuela D’Ávila, e 'Sexo, amor e hipérboles' (Maquinaria Editorial), com contos eróticos que expõem as contradições da vida íntima
A influenciadora e escritora Cíntia Chagas reúne movimentos distintos em dois livros recém-chegados às prateleiras. Em A dor comum (Editora Planeta, 144 pp, R$ 49,90), Cíntia juntou as tintas com Manuela D’Ávila para discutir experiências compartilhadas por mulheres a partir de visões de mundo diferentes, caso das duas autoras. Já em Sexo, amor e hipérboles, (Maquinaria Editorial, 208 pp, R$ 59), a sua estreia na ficção, aposta em contos eróticos que expõem as contradições da vida íntima.
Se no primeiro livro o eixo é o diálogo, com relatos sobre dor, violência emocional e resistência, no segundo a autora desloca o foco para o desejo e o não dito. Em trinta histórias, pincela temas como tesão, aborto, traição e relações de poder, explorando personagens que rompem com a ideia de moralidade pública.
Em A dor comum, o texto é construído integralmente a partir de conversas entre as autoras, que partem de repertórios e até mesmo posições políticas bem distintas. Ao longo das páginas, surgem relatos marcados por vulnerabilidade, violência emocional e superação, em uma narrativa que aposta na escuta como ferramenta primordial, para fomentar o debate. Cíntia foi vítima de violência física, violência psicológica, perseguição e ameaça em seu casamento com o deputado estadual Lucas Bove. O caso se tornou público em 2024.
Já em Sexo, amor e hipérboles, Cíntia se volta para a ficção com uma coleção de contos que, como aponta o prefácio de Sonia (filha do Nelson) Rodrigues, não evita temas considerados tabu. As narrativas percorrem situações que expõem a hipocrisia social e os conflitos da vida privada, com personagens que incluem de figuras públicas a perfis anônimos unidos por desejos e segredos. Com ilustrações inspiradas na obra de Egon Schiele, o livro propõe um mergulho em histórias que versam sobre a moral, com pitadas de humor.
“É um livro cujas histórias revelam o profano, o contraditório, o indizível que reside em nós. Se, em vez de se deliciar, o leitor se escandalizar, certamente este terá reconhecido, nas minhas linhas, o próprio lamaçal personalístico que prefere negar”, afirma a autora, no release enviado aos jornalistas.
Formada em Letras pela UFMG, Cíntia Chagas desenvolveu um método de ensino de português que a levou a se tornar um fenômeno nas redes sociais e no mercado editorial, com mais de 150 mil livros vendidos. Cíntia vem dando palestras e prepara a sua estreia na televisão. Estará à frente de um quadro sobre linguagem no Domingo Espetacular, um dos programas de maior audiência na grade da Rede Record.
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