Livro de estreia de Valérie Perrin
Justine desenvolve uma relação muito próxima com Hélène Hel, uma residente de quase cem anos com quem passa horas partilhando memórias
No livro da vida de Justine, desde a infância, todos os capítulos parecem iguais. Aos 21 anos, a protagonista de Os esquecidos de domingo (Intrínseca, 288 pp, R$ 69,90, traduzido por Sofia Soter) mora em um pequeno vilarejo da Borgonha com os avós e o primo, Jules, desde que os pais de ambos morreram em um acidente de carro. Em meio ao marasmo, três coisas trazem luz para seu cotidiano: as peripécias de Jules, que está mais para um irmão; as noites de sábado que passa dançando na boate; e seu emprego como auxiliar de enfermagem na Hortênsias, uma casa de repouso onde grande parte dos seus turnos é dedicada a ouvir os relatos dos idosos que vivem ali. Na Hortênsias, ela desenvolve uma relação muito próxima com Hélène Hel, uma residente de quase cem anos com quem passa horas partilhando memórias. Aos poucos, Justine ajuda Hélène a remontar sua trajetória, e a jovem registra tudo em um caderno, na tentativa de salvar do efeito do tempo aquelas lembranças marcadas por perdas imensuráveis, grandes amores e pela força da esperança.
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