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O gesto de narrar a própria experiência

24 de março de 2026
1 min de leitura

'O amor pelos começos' ​é uma meditação poética sobre o viver e o lembrar, um gesto de escrita em que a psicanálise se torna forma de pensar e de narrar

Ao revisitar os lugares e instantes que o formaram — as casas da infância, o caderno onde o amor se refugia, o consultório onde a palavra se encontra ao se perder —, o renomado psicanalista, filósofo e escritor Jean-Bertrand Pontalis transforma um exercício de análise, uma escuta de si mesmo, em literatura. Entre lembranças da escola, de Jean-Paul Sartre e de Jacques Lacan, e das cenas íntimas da vida cotidiana, o autor compõe um mosaico de começos e separações, em que o tempo se embaralha sob o ritmo da memória. Considerada uma das obras-primas de Pontalis, O amor pelos começos (Paidós, 192 pp, — Trad.: Ana Maria Fiorini) é uma meditação poética sobre o viver e o lembrar, um gesto de escrita em que a psicanálise se torna forma de pensar e de narrar a própria experiência. Da delicadeza dos inícios ao poder criador da palavra, nasce o testemunho lírico e sensível de um dos grandes psicanalistas e escritores franceses do século 20.

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Beatriz Sardinha

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