Vivendo em uma realidade fragmentada
No livro, um protagonista-máquina assume desejos, interesses e visão de mundo construída a partir de uma inteligência artificial
Depois de A intenção primeira, livro que levou Eduardo Moreira a ser finalista do Prêmio Jabuti, É só um jogo (Civilização Brasileira, 192 pp, R$ 59,90) oferece um segundo movimento no questionamento da realidade fragmentada onde vivemos e construímos nossas relações. Dessa vez, a reflexão se dá através de um diálogo entre um sujeito em busca de sentido e uma inteligência artificial — que, paradoxalmente, se mostra muito mais humana do que se esperaria de uma máquina. No livro, um protagonista-máquina assume desejos, interesses e visão de mundo construída a partir de uma inteligência artificial. Ao dialogar com um dispositivo que se mostra híbrido, um corpo inorgânico que simula uma mente orgânica.
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