Romance sobre esperança, cura e o poder redentor da arte
'O castelo de vidro' apresenta uma trama no Paris pós Segunda Guerra
Em O castelo de vidro (Rocco, 400 pp, R$ 94,90, com tradução de Clóvis Marques), escrito por Stephen P. Kiernan, um mês após o fim da Segunda Guerra Mundial, em meio à alegria nas ruas parisienses, há uma multidão de pessoas atordoadas diante do premente trabalho de restauração. Cada ponte e estrada, cada igreja, escola e hospital foi destruído. Grupos muito distintos ― de comunistas a combatentes da Resistência, e também aqueles que apoiaram um acordo com os nazistas ― devem de alguma forma se unir e reconstruir o país. Depois de perder a família para a guerra e servir como assassino na Resistência, Asher vagueia pelos campos devastados, desnorteado e faminto. Até que chega ao enigmático e onírico Château Guerin, um santuário onde ex-combatentes maltrapilhos lidam com os próprios traumas unidos por um objetivo comum: transformar areia em belos vitrais para adornar a catedral francesa bombardeada.
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