O ponto em que opostos convergem
Primeiro livro de Julieta Correa nasce do encontro entre memória e romance, fato médico e ficção literária, perda e presença, luto e humor
Publicado na Argentina em 2024, o primeiro livro de Julieta Correa nasce no exato ponto em que opostos ou alternativas, em vez de divergir, convergem: memória e romance, fato médico e ficção literária, perda e presença, luto e humor. A essas confluências vem se somar mais uma, entre os diários da mãe e as anotações escritas pela filha. A mãe é Sari, mulher de espírito e de letras, às voltas com uma moléstia sem nome que vai fazendo tabula rasa de suas faculdades, de sua verve, de sua voz. A filha é a autora de Por que são tão lindos os cavalos? (Editora 34, 208 pp, R$ 79 — Trad.: Mirella Carnicelli), às voltas com o emprego, a pandemia, o confinamento e, cada vez mais, os sintomas, as consultas, os lapsos e os silêncios de Sari. Sem pressa nem plano, Por que são tão lindos os cavalos? parece ir tomando forma diante dos olhos de quem o lê.
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