Vencedor do Globo de Ouro, ‘Hamnet’ chega aos cinemas brasileiros em 15 de janeiro
Lançado no Brasil em 2021 pela Intrínseca, livro de Maggie O'Farrell retrata uma família destroçada pelo luto e faz uma reconstituição delicada de um menino cujo nome intitula uma das peças mais celebradas de todos os tempos
Vencedor do Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme de Drama e Melhor Atriz em Filme de Drama, Hamnet estreia nos cinemas brasileiros na quinta-feira, 15 de janeiro. O longa é uma adaptação do romance homônimo de Maggie O’Farrell, lançado no Brasil em 2021 pela Editora Intrínseca, que retrata uma família destroçada pelo luto e pela perda e uma reconstituição delicada e memorável de um menino cuja vida foi esquecida, mas cujo nome intitula uma das peças mais celebradas de todos os tempos.
Um dos favoritos para receber o Oscar de Melhor Filme, é estrelado por Paul Mescal e Jessie Buckley e dirigido por Chloé Zhao, que já ganhou a estatueta de melhor direção em 2021 por Nomadland. Já o livro foi publicado originalmente em 2020 e venceu o Women’s Prize for Fiction. Hamnet parte de um episódio pouco documentado da vida de William Shakespeare: a morte de seu filho de 11 anos, em 1596, na cidade inglesa de Stratford-upon-Avon. Poucos anos depois, o dramaturgo escreveria Hamlet, peça que carrega uma variação do nome do menino.
No romance, O’Farrell evita nomear o dramaturgo e desloca o foco da narrativa para Agnes, personagem inspirada em Anne Hathaway, esposa de Shakespeare. Mulher de espírito indomável, ligada à natureza e dotada de dons de cura, Agnes ocupa o centro de uma história atravessada pelo luto, pela maternidade e pela tentativa desesperada de salvar o filho acometido por uma febre repentina.
A autora chegou ao tema ainda adolescente, ao ouvir pela primeira vez sobre a existência de Hamnet em uma aula de escola. Décadas depois, essa curiosidade se transformou em um romance elogiado pela crítica por sua delicadeza e força emocional.
“Hamnet é a prova de que sempre há novas histórias a serem contadas até quando se trata de uma das figuras históricas mais conhecidas. A obra também revela a escrita extremamente versátil de O’Farrell, com um entendimento profundo dos laços humanos”, escreveu a crítica do jornal The Observer, do Reino Unido.
Nascida na Irlanda do Norte em 1972, Maggie O’Farrell cresceu no País de Gales e na Escócia e vive atualmente em Edimburgo. É autora de títulos como A mão que me acariciou primeiro (vencedor do Costa Novel Award) e Existo, existo, existo: dezessete tropeços na morte.
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