Raquel Cozer faz balanço da temporada de estreia do seu podcast literário
Notas de Rodapé atingiu mais de 300 mil visualizações em cinco meses, tempo para exibir doze episódios que unem literatura e atualidade
No balanço anual da jornalista Raquel Cozer cabem mais de 300 mil views em cinco meses, considerando a audiência do seu podcast no YouTube e no Spotify, que apresentou aos ouvintes doze episódios, com uma curadoria excelente. “O mais legal é que no começo foi feito algum impulsionamento, mas depois os episódios viralizaram organicamente”, conta Raquel, simpaticíssima, ao PublishNews.
Estamos falando do Notas de Rodapé, podcast literário que vem fazendo a cabeça do público que acompanha o canal Amado Mundo, comandado pelo jornalista Guilherme Amado. Já disponível nos tocadores, o último episódio da temporada de estreia oferece uma prosa entre a escritora Giovana Madalosso e a psicanalista Maria Homem, costurada a partir do romance Batida só (Companhia das Letras), de Giovana.
As convidadas trocam uma ideia com a apresentadora sobre fé, medicina e as crenças que abraçamos ou arremessamos longe quando a vida falha — sempre partindo da literatura para elaborar o mundo ao redor, com temas como saúde mental, racismo, indústria da maternidade, violências de todos os tipos. A temporada foi pujante, trazendo autores muito bem na fita como Rosa Montero, Luiz Antônio Simas, Vera Iaconelli, Aline Bei e Raphael Montes.
Um dos episódios mais escutados, que elevou o Notas de Rodapé a categoria de 100 podcasts mais ouvidos daquela semana, foi de Itamar Vieira Junior e Barbara Carine. “Eles conversaram sobre segurança pública e violência policial e do crime organizado. Outro episódio que foi muito bem reuniu Lilia Schwarcz e Miriam Leitão, e se desenvolveu sobre o livro Tempos extremos (Intrínseca), da Miriam, discutindo traumas da história brasileira, como escravidão e ditadura”, rebobina Raquel.
A apresentadora destaca mais três episódios imperdíveis: a conversa entre Andrea Del Fuego e uma pediatra de verdade, Ana Escobar; Jeferson Tenório proseando sobre cotas raciais, assunto do seu livro De onde eles vêm (Companhia das Letras), com o rapper Dexter, que abandonou cedo uma escola que não o acolhia; e um debate entre Amora Moira e Guilherme Terreri, o ator que dá vida à drag queen Rita von Hurty, construído em cima da trama do Neca (Companhia das Letras), livro de Amora que chegou à prateleiras causando estardalhaço.
Para a próxima temporada, que está sendo rabiscada, Raquel e equipe pensam em novos formatos. “Quero abrir para livros de não ficção com o objetivo de ampliar o escopo. Até pensamos em fazer semanal, mas decidimos que vai continuar sendo quinzenal pois é um programa que dá bastante trabalho fazer”, reflete. A primeira temporada recebeu apoio da Paper Excelente e foi gravada em livrarias como Janela, Megafauna, Da Tarde e Ponta de Lança, além da biblioteca da Academia Brasileira de Letras (ABL). Que venha 2026!
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