Exercício crítico da conjuntura social
No livro, leitores acessam sobre como as transformações do capitalismo estão demandando uma reorganização das forças populares, que acontecem de modo mais vagaroso do que a urgência deste tempo histórico impõe
Exercícios críticos de conjuntura são fundamentais para que se tenha uma visão ampla do momento político pelo qual a humanidade passa. Autor de Por que a esquerda morreu? (Civilização Brasileira, 140 pp, R$ 64,90), Jessé Souza tem se debruçado sobre o mundo simbólico em suas obras. Engana-se quem pensa que o texto reflete um prejuízo à esquerda ou dá palco para a autocrítica tão pedida pelos centristas. No livro, leitores acessam sobre como as transformações do capitalismo estão demandando uma reorganização das forças populares, que acontecem de modo mais vagaroso do que a urgência deste tempo histórico impõe. Parte de nossa economia assumiu um caráter ultraliberal e popular que impede que o Estado regularize sua exploração econômica. Esse arrombo no pacto social tem efeitos culturais que influenciam o comportamento conservador da população. A esquerda morreu porque o capitalismo mudou. E as insurgências progressistas do século XXI só prosperarão se construirmos uma consciência política capaz de defender os interesses populares das novas formas de exploração.
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