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Marcas cotidianas

09 de dezembro de 2025
1 min de leitura

Tathyana Viana apresenta uma história sobre a solidão de uma menina negra em uma sociedade estruturalmente racista

O livro A única da sala (FTD, 144 pp, R$ 78) aborda não o racismo escancarado, o da violência física, o do alheamento; mas o racismo cotidiano, as violências sutis que permeiam as relações étnico-raciais brasileiras e que impactam profundamente a vida de toda a população negra do nosso país. A autora Tathyana Viana toca nessa ferida aberta da nossa sociedade ao pôr em foco a vivência da protagonista Tereza, seus pensamentos e sentimentos — uma experiência individual que se expande como uma representação das históricas dinâmicas sociais discriminatórias do Brasil. Tereza é uma menina de onze anos que, durante uma aula, percebe a origem de seu incômodo na escola de alto padrão onde passou a estudar: ela é a única criança negra da turma, e uma das poucas de todo o colégio. A partir daí, começa a identificar e compreender as agressões perpetuadas por colegas e professores, inclusive os bem-intencionados.

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Beatriz Sardinha

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