Cem poemas inéditos de Adélia Prado
'O jardim das oliveiras' é um livro de síntese e reinvenção de sua obra, um mergulho poético na aridez e na transcendência, no mistério e na lucidez
Após doze anos sem publicar um livro inédito — desde o comovente Miserere, em 2013 —, Adélia Prado, 90 anos, retorna ainda mais profunda e madura em O jardim das oliveiras (Record, 144 pp, R$ 59,90), um livro que é, ao mesmo tempo, síntese e reinvenção de sua obra, um mergulho poético na aridez e na transcendência, no mistério e na lucidez. Os poemas aqui reunidos retomam temáticas vivas na obra da autora, como o conflito essencial entre luz e sombra, fé e dúvida, poesia e silêncio. Em versos de grande força simbólica, o sagrado e o cotidiano se entrelaçam com rigor e desatino. A poeta elabora uma reflexão radical sobre a origem da linguagem poética e seu papel diante do mundo: “Era Deus quem doía em mim”, escreve, em um dos momentos mais cortantes da obra.
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