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Marcas do machismo cotidiano

14 de outubro de 2025
1 min de leitura

Romance do autor mergulha nas consequências, visíveis e invisíveis da violência

“Não acorde os monstros”, a mãe dizia quando se cansava de ouvir os gritos do filho. “Não acorde os monstros”, ela repetia aos berros. Os monstros se pareciam com todos os homens daquela família”. Seguido por mais de meio milhão de pessoas nas redes sociais e conhecido por sua escrita lírica, que parte da memória como território criativo, Luca Brandão mergulha ainda mais fundo nas tensões da prosa em seu novo livro. Em Não acorde os monstros (Rocco, 144 pp, R$ 54,90), ele expõe as marcas visíveis e invisíveis da violência cotidiana, atravessada pelo machismo, e suas consequências na vida de um filho. A narrativa em primeira pessoa acompanha um homem de trinta anos atormentado que, ao encarar a finitude da vida em tempos de Covid, se depara com o peso de uma herança silenciosa: a sombra de uma masculinidade tóxica que tentou rejeitar.

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Beatriz Sardinha

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