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Jornada de uma história brasileira

09 de setembro de 2025
1 min de leitura

Romance consolida Bianca Santana como uma das principais escritoras brasileiras em atividade, memória familiar e pesquisa histórica

Como uma semente que vagou ao vento, Apolinária — ou Polu, para os íntimos — deixou para trás um marido que nunca amou em Tabocas do Brejo Velho, no interior da Bahia, às margens do rio São Francisco, e foi germinar em São Paulo, em 1946. Sozinha, se estabeleceu na periferia da capital paulista e criou dois filhos, trabalhando como servente e empregada doméstica. Neste romance que consolida Bianca Santana como uma das principais escritoras brasileiras em atividade, as vozes da neta Bianca e da avó Polu se alternam, conforme a primeira tece com maestria memória familiar e pesquisa histórica, a segunda explora a fina linha que une a família, o dia a dia que sobrepassa o racismo e a ascensão social por meio do trabalho. O resultado é um convite para nos aprofundarmos nas nuances da identidade negra no Brasil. Apolinária (Fósforo Editora, 112 pp, R$ 69,90) também ilumina marcos históricos, num diálogo com o presente que remete à necessidade urgente de reparação do passado brasileiro.

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Monica Ramalho

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