Gamificação do final dos tempos
História fantástica de Bruno Crispim foi eleita o livro do ano pelo Prêmio Book Brasil
O que é mais forte?
A vontade de sobreviver em um mundo pós-apocalíptico ou a de salvar a garota que você ama? Eleito o livro do ano pelo Prêmio Book Brasil, em Kaito: Reze por uma boa morte (Alta Novel, 368 pp, R$ 66,90), o autor Bruno Crispim envia o protagonista para morar com a avó em Tóquio. Filho de um japonês e de uma sul-africana, ele nunca achou o seu lugar no mundo e divide seu tempo entre games e a paixão por sua melhor amiga, Clara. No Japão, ele reencontra a prima Aika, que não via há anos. Para sua surpresa, um afeto proibido brota entre os dois. Mas as suas angústias com relação a esse triângulo amoroso são interrompidas quando o Apocalipse eclode. Cem bilhões de mortos voltam à vida, ghouls famintos por carne humana. Kaito também morre. E renasce. Na nova vida, ao matar alguém, fica-se mais forte. Matar é a nova forma de conquistar poder. Não morrer é como mantê-lo. É a gamificação do final dos tempos ― e disso Kaito entende bem. Tentando fugir da matança generalizada, o jovem recebe uma mensagem de Clara, que está em perigo. Kaito precisa ficar forte, e rápido, para arranjar um modo de voltar ao Brasil. Aika decide ajudar. Mas, antes, Kaito tem que entender os seus sentimentos pela prima.
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