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Sartre antirracista de volta às livrarias

01 de setembro de 2025
1 min de leitura

Reflexões sobre o racismo reúne dois textos do filósofo francês publicados separadamente, ainda que na mesma época e sob os efeitos do imediato pós-Segunda Guerra Mundial

Fora de catálogo há décadas, Reflexões sobre o racismo: reflexões sobre a questão judaica e Orfeu Negro (Editora Perspectiva, 200 pp, R$ 49,90), de Jean-Paul Sartre, volta às livrarias e apresenta a visão do filósofo francês sobre a questão racial das duas minorias que impactam a consciência e as sociedades ocidentais e o quanto o filósofo ainda tem a dizer no que concerne aos identitarismos e à luta antirracista na atualidade. A luta antirracista de Sartre ganhou ímpeto com o apoio aos movimentos anticoloniais. Em 1961, ele escreveu o prólogo de Os condenados da Terra, de Frantz Fanon, denunciando a violência colonial como um mecanismo de desumanização. Sartre argumentava que o racismo era um instrumento do colonialismo europeu para justificar a exploração, e defendia a violência revolucionária como resposta legítima à opressão. Recusou o prêmio Nobel de Literatura em 1964, alegando que nenhuma instituição deveria intermediar a relação entre cultura e justiça social. Sua parceria com Simone de Beauvoir também reforçou o seu ativismo, incluindo a fundação da revista Les Temps Modernes, voltada aos debates sobre direitos humanos e igualdade.

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Monica Ramalho

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