Publicidade
Voltar COLUNAS

Por que qualquer curso de AI já nasce defasado – e por que, ainda assim, você deveria fazer um

28 de agosto de 2025
2 min de leitura
dnj2dGoNzzyw8itmPc3tEMUUZxYdMBQqMV67hgCwLwDg5NAD1zm2iMbZTpM1S5cLOr2hYL3fDoVW8Z82

Qualquer passo é melhor do que se fechar na negação ou ficar girando em círculos de demonização do novo

Todo e qualquer curso de AI já nasce defasado. Atrasadíssimo. A velocidade de atualização das plataformas e ferramentas é simplesmente insana. Um ser humano old school, de carne, osso, boletos e uma vida social minimamente ativa, não dá conta de acompanhar tudo o que surge. Todo dia (caso você acompanhe publicações especializadas) aparecem centenas de novas ferramentas prometendo resolver o famoso trabalho pinga-pinga, as planilhas infinitas, as revisões mecânicas… e por aí vai.

É desesperador para qualquer geração X ou millennial. A sensação de estar sendo deixado para trás é concreta, dolorosa — e, sim, digna de ansiolítico.

A não ser que você abrace o caos.

Sim, o bom e velho “tá no inferno, abraça o capeta” (perdão aos mais religiosos, mas esse ditado me parece perfeito para os tempos atuais).

Abraçar o caos aqui é se informar. É buscar o mínimo letramento no assunto pra conseguir, humanamente, acompanhar o que aparece de novo TODO SANTO DIA. E é exatamente por isso que eu acho que vale a pena fazer um curso — mesmo que ele já esteja defasado no segundo dia. Ele serve como pontapé inicial (sem fim) pra você se sentir minimamente letrado e começar a navegar nesse mar. Parece desesperador, eu sei. Mas, no fim, talvez você nem precise do ansiolítico (pelo menos não por causa disso).

Eu resisti muito a convites de instituições e empresas queridas pra montar um curso sobre o tema. Me acovardei, confesso. Sem culpa, só reconhecendo a insignificância de quem ainda estava (e está) aprendendo. Pensava: “o que eu poderia ensinar se eu mesma tô tentando entender tudo isso?”. Ainda bem que colegas mais corajosos toparam o desafio.

Porque sim, vale a pena. Nem que seja só para se letrar, colocar o pé na água, testar uma plataforma ou ferramenta que ajude a desbravar. Qualquer passo é melhor do que se fechar na negação ou ficar girando em círculos de demonização do novo.

A conversa sobre AI precisa ser ampla e infinita. E a discussão tem que ir além da técnica: precisa ser ética, política, regulatória. Porque o uso? Ah, o uso… já começou. Já é. Já está acontecendo.

Quer você queira ou não.

Seja pra revisar o inglês de um e-mail ou pra processar mil informações em segundos — AI é a nova tela em branco de qualquer profissional.

Compartilhar:
Camila Cabete
Camila Cabete

Camila Cabete (@camilacabete no Twitter e Instagram) tem formação clássica em História. Foi pioneira no mercado editorial digital no Brasil. É a nova Head de Conteúdo da Árvore e a...

Ver todos os artigos →

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade