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As contradições da ascensão social

21 de julho de 2025
1 min de leitura

Obra confronta os impasses de um médico pardo em meio à hipocrisia, ao racismo e à falência dos afetos

Em O homem não foi feito para ser feliz (Mondru, 184 pp, R$ 59,90), Maurício Mendes narra, em primeira pessoa, a jornada de Germano, da formação em Medicina ao exercício da profissão, passando por amores fracassados, relações mal resolvidas e um profundo sentimento de inadequação. A escrita do romance foi impulsionada por um episódio durante a pandemia, quando Maurício precisou reorganizar o espaço da clínica onde trabalha. O processo de escrita do livro levou três anos. Ao tratar de temas como solidão, racismo, inadequação, masculinidade, desumanização, mercantilização da saúde, misoginia e falência dos relacionamentos, o autor ressalta que essas escolhas não foram planejadas. O homem não foi feito para ser feliz apresenta uma estrutura fragmentada e não linear, e se desenrola entre o passado e o presente do personagem. Com olhar crítico sobre o meio médico e o comportamento masculino, Maurício destaca temas de sua trajetória que pretende discutir mais amplamente.

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Beatriz Sardinha

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