Yael van der Wouden e Rachel Clarke vencem o Women’s Prize 2025
'The safekeep' e 'The story of a heart' foram os livros vencedores de ficção e não ficção; escritora Bernardine Evaristo recebeu 'Prêmio de Contribuição Excepcional'
Na última sexta (13), ocorreu a cerimônia de premiação do Women’s Prize. Na categoria ficção, The safekeep, de Yael van der Wouden, foi o romance vencedor. Na categoria de não ficção, The story of a heart, de Rachel Clarke, foi a obra vencedora. A escritora Bernardine Evaristo recebeu seu “Prêmio de Contribuição Excepcional”, categoria especial do aniversário de 30 anos da premiação, anunciado no início de junho (4). Evaristo venceu o Booker Prize em 2019, sendo a primeira a mulher negra a atingir tal feito.
O júri de Ficção é composto por Kit de Waal, Diana Evans, Bryony Gordon, Deborah Joseph e Amelia Warner. The Safekeep, escrito por Yael van der Wouden, foi o 30º vencedor da categoria. Esse romance de estreia explora o desejo reprimido e a amnésia histórica, tendo como pano de fundo a Holanda pós-Segunda Guerra Mundial. O portal da premiação define The safekeep como “um drama claustrofóbico e altamente carregado, que se desenrola entre dois personagens profundamente imperfeitos, e uma exploração ousada e perspicaz das consequências emocionais do trauma e da cumplicidade”. Os livros finalistas do Prêmio de Ficção foram:

- Good Girl, de Aria Aber
- De quatro (Amarcord), de Miranda July
- The persians, de Sanam Mahloudji
- Tell me everything, de Elizabeth Strout
- Fundamentally, de Nussaibah Younis
No prêmio de não ficção, o painel de juradas foi composto por Kavita Puri, Leah Broad, Elizabeth Buchan, Elizabeth-Jane Burnett e Emma Gannon, e selecionou The story of a heart, de Rachel Clarke, como vencedor entre as obras finalistas:
- A thousand threads (Neneh Cherry)
- Raising hare (Chloe Dalton)
- Agent Zo (Clare Mulley)
- What the wild sea can be (Helen Scales)
- Private revolutions (Yuan Yang)
Miranda July é a única autora com obra já publicada no Brasil entre as finalistas. July concorreu com De quatro (Amarcord), que conta a história da busca de uma mulher por um novo tipo de liberdade.
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